Aguarde...

cotidiano

Coronavírus: Unicamp suspende atividades de 13 a 29 de março

Universidade resolveu tomar medida em virtude da pandemia de Covid-19

| ACidadeON Campinas

A Unicamp, em Campinas (Foto: Divulgação) 


A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) anunciou na manhã desta quinta-feira (12) que vai suspender suas atividades de 13 a 29 de março em virtude da pandemia de coronavírus. A medida também vale para o campus de Limeira. Por dia, na Unicamp, circulam cerca de 50 mil pessoas por dia.

LEIA MAIS 
Após pandemia, Campinas cria comitê contra coronavírus 
Coronavírus: HC da Unicamp restringe atendimentos 
PUC-Campinas cria comitê e mantém atividades

Serão mantidas apenas as atividades essenciais, que ainda serão definidas e informadas à comunidade pelo comitê de crise criado pela Reitoria. As aulas na universidade começaram na semana passada.

Cada órgão da Administração Central deverá definir e submeter seu plano de contingência ao comitê de crise ainda nesta quinta-feira (12). A Área da Saúde divulgará comunicado específico sobre quais atividades serão suspensas e quais serão mantidas no período.

Segundo comunicado, todas as viagens de docentes e funcionários da Unicamp estão suspensas, bem como o recebimento de visitantes. A Unicamp infirmou que novos comunicados sobre ações e medidas relacionadas à pandemia "serão divulgados oportunamente".   

Segundo o reitor Marcelo Knobel, todas as atividades que tenham aglomeração de pessoas e atividades presenciais estão suspensas a partir desta sexta-feira (13). Já toda a parte de saúde, incluindo os hospitais, permanecerá funcionando.  

"A gente avaliou que o momento é crítico e a que é necessário tomar essa medida. Não temos nenhum caso de coronavírus, não apareceu nenhum caso na Unicamp, nem suspeito. É uma medida de contenção, uma medida preventiva", ressalta Knobel. 

A universidade também informou que dará suporte para todos os funcionários que permanecerem, e está avaliando o que será mantido para não ter prejuízo às pesquisas. 

A Unicamp é a primeira instituição pública do Brasil a adotar uma medida do tipo por causa do coronavírus.  

CASOS

Segundo o último balanço do Ministério da Saúde, divulgado no fim da tarde desta quarta (11), o país tem 52 casos confirmados, 907 casos suspeitos e 935 descartados.  

O balanço aponta que São Paulo é o estado com mais casos e soma ao todo 30 pacientes com a Covid-19 (29 na Capital e um em Santana do Parnaíba). Na sequência aparecem Rio de Janeiro (13), Bahia (2), Rio Grande do Sul (2), Distrito Federal (2), Alagoas (1), Minas Gerais (1) e Espírito Santo (1). 

PANDEMIA

A OMS (Organização Mundial da Saúde) decidiu nesta quarta (11) declarar que há uma pandemia do novo coronavírus em curso no mundo com a sua disseminação por mais de cem países, em todos os continentes.

Segundo o diretor-geral da OMS, nunca se viu uma pandemia provocada por um coronavírus, mas, ao mesmo tempo, nunca vimos uma pandemia que pode ser controlada. Segundo ele, é um momento que deve envolver a ação de todos os setores e indivíduos.

Não há uma regra clara sobre fechar ou não estabelecimentos, escolas, aeroportos e fazer grandes quarentenas, segundo Michael Ryan, chefe do departamento de emergência da OMS em Genebra.

Acaba sendo uma decisão com base na avaliação de risco de cada país. O especialista deu o exemplo de que na China escolas foram fechadas, enquanto em Singapura, não dois países usados como exemplos positivos da contenção do vírus.

Mais do ACidade ON