Aguarde...

cotidiano

Consumidores mantêm rotina, mas incrementam compras

O avanço do Covid-19 tem mudado o cenário dos mercados, que recebem clientes com máscaras e em busca de produtos como álcool em gel e papel higiênico

| ACidadeON Campinas

Odir e Raquel Nochinowski, de 80 e 77 anos, foram às compras mas com máscaras de proteção (Foto: Sarah Brito/ACidade ON Campinas)

A rotina das compras em Campinas tem se alterado aos poucos na cidade, após a confirmação do 3º caso suspeito de coronavírus e também a 1ª morte na capital. No entanto, muitos supermercados ainda estão lotados e os clientes continuam a fazer as compras de rotina, incluindo, claro, itens como álcool em gel e papel higiênico.

O ACidade ON Campinas esteve em duas unidades de compras na tarde desta terça-feira (17) e encontrou clientes usando máscaras. No entanto, ainda são minoria. Nos carrinhos, além dos itens habituais - como arroz e produtos de limpeza -, muitos tinham também pacotes de papel higiênico grandes e o álcool em gel, recomendado para higienização das mãos na falta de água e sabão.

Nas prateleiras, há desabastecimentos, apenas temporários. Em um mercado na Avenida Nossa Senhora de Fátima, no Taquaral, as gôndolas de café em cápsulas estavam sendo repostas. Já na fileira de papel higiênico, havia produtos a serem colocados nas gôndolas.

Um casal de clientes aposentados, Odir e Raquel Nochinowski, de 80 e 77 anos, disse que estava no local para fazer compra de rotina, mas incrementada com produtos de limpeza a mais. Eles estavam com máscaras de proteção. "O mercado estava razoável de gente, e tinha álcool em gel, papel higiênico. Viemos de máscara para proteger a mim e aos outros", disse.

Odir explicou que a compra era a de rotina, não para estocar. "Precisamos fazer, é normal. E viemos assim porque quem usa máscara está preservando os leitos do hospital. Quem usa máscara não será hospitalizado", disse o aposentado.  



Já em um mercado atacadista às margens da Rodovia D. Pedro I (SP-065), as prateleiras também estavam cheias, mas o álcool em gel era limitado por cliente. O produto nem está mais exposto nas prateleiras e é preciso pedir no caixa para comprá-lo. Isso tudo para evitar a compra em excesso e revenda, superfaturando o preço.

Para a autônoma Luciene Oliveira Queirós,, de 48 anos, a compra também era de rotina e ela encontrou o que precisava. "Papel higiênico tem, mas não todas as marcas. Também senti que o preço subiu um pouco. E estamos nos protegendo. Tudo que precisa", disse.

Outra cliente, a professora Géssica Milani dos Santos, de 25 anos, que estava usando máscara, a compra era "básica", mas com um pouco a mais. "Compramos tudo, os básicos, arroz, feijão, e um pouquinho a mais, para ficar em casa. Já estou afastada da escola, então é preciso", disse.  
 
Apesar do uso das máscaras mostrado na reportagem, é importante ressaltar que o Ministério da Saúde recomenda que o item é apenas para pessoas que tenham os sintomas do novo coronavírus. Isso para evitar o desabastecimento do produto para quem precisa, como profissionais de saúde e pacientes, com o aumento da compra.

OPERAÇÃO NORMAL


Sobre a situação em Campinas e em todo o Estado de São Paulo, a Apas (Associação Paulista de Supermercados) disse que os mercados continuam normais, operando com regularidade. Além disso, o abastecimento está com fluxo normal, disse a Associação.

A nota diz ainda que no último fim de semana (do dia 13 ao dia 15) houve um aumento de 8,5% na frequência de alguns supermercados, em comparação com o terceiro fim de semana de fevereiro deste ano.

Além disso, os produtos mais procurados foram, de fato, o álcool em gel e o papel higiênico. A Apas informou ainda que os supermercados estão preparados para atender à demanda e não há registro de desabastecimento nas lojas do estado de São Paulo.

Mais do ACidade ON