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Após projeto social, alunas pedem ajuda para ir a feira de ciências

Estudantes arrecadam absorventes para moradoras de rua e foram convidadas para participar de Feira de Ciências da Milset, em Fortaleza

| ACidadeON Campinas

Larissa, Yandra e Luana são autoras do projeto e agora querem ir à feira de ciências em Fortaleza (Foto: Denny Cesare/Código19) 

O reconhecimento do projeto escolar "Mulheres Invisíveis", das estudantes de Campinas Larissa Silva Oliveira, de 17 anos, Yandra Ribeiro dos Santos e Luana Barbosa Moreira, as duas de 16 anos, chegou em forma de convite para a Feira de Ciências da Milset, que ocorre no final de maio em Fortaleza (CE). A história das meninas foi contada pelo ACidade ON Campinas em fevereiro: elas arrecadam absorventes e produtos de higiene para mulheres em situação de rua. 

Com a repercussão da reportagem, elas contaram que receberam muitas doações, contatos e mensagens de apoio. E também o convite para particiar da feira. O problema que as jovens enfrentam agora é como viabilizar a ida. Segundo Larissa, o valor total com as passagens e inscrições, além da estadia de 4 dias, fica entre R$ 5 mil a R$ 6 mil para as três. 

Estudantes do colégio estadual Culto à Ciência, a família das meninas não têm como custear a ida delas para a feira. A alternativa foi, então, abrir uma vaquina on-line e não deixar de sonhar. 

"A feira é importante para a divulgação do projeto, receber patentes e contatos. Nós três planejamos ir. Estamos calmas, apesar de ser nossa primeira feira, estamos tentando permanecer positivas e trabalhando duro para que seja a primeira de muitas", contou Larissa.  



As meninas contaram que, por enquanto a feira está mantida entre os dia 19 e 22 de maio e que esperam que ela ocorra, apesar do novo coronavírus que tem infectado milhares no país. 

"Estamos com esperança. O projeto é algo que já deveria ser pensado antes e discutidos nos meios acadêmicos. Não queremos levar a glória por algo que deveria ser direito básico. A importância do projeto consiste em levar dignidade a essas mulheres, exigindo a qualidade de vida que vos foi negada", disse Yandra. 

A vaquinha, até a publicação desta reportagem, tinha R$ 175.