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Campinas vai receber transferência de pacientes da capital

Decisão do governo do Estado afeta a cidade, que deve receber transferências para o HC e AME

| ACidadeON Campinas

 

HC deve receber pacientes transferidos da Grande São Paulo (Foto: Denny Cesare/ Código 19)

A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo decidiu nesta quinta-feira (30) que vai passar a transferir pacientes da Grande São Paulo, diagnosticados com covid-19, para hospitais e unidades da rede estadual localizadas nos municípios do interior. Com a decisão, Campinas deve receber os pacientes no HC (Hospital de Clínicas) da Unicamp, e no AME (Ambulatório Médico de Especialidades).

A transferência desses pacientes deve começar a partir deste final de semana. Ainda ontem (30), o prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), tinha informado através de uma transmissão nas redes sociais, que conversou com o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), e apesar de se solidarizar com a situação na capital, afirmou que Campinas não tem capacidade para ajudar no atendimento de pacientes da capital.
 
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"Não tem como Campinas socorrer São Paulo, não é falta de solidariedade, são coisas discrepantes, São Paulo é um mundo a parte, são muitos habitantes, não é logico", declarou Jonas, que comparou o número de habitantes da capital à países da Europa, que também lidam com o enfrentamento da pandemia.

Segundo o governo, os leitos de UTI (Unidades de Terapia Intensiva) ocupados na Grande São Paulo operam com 89% da capacidade, por causa do crescimento de casos de coronavírus. O Estado já soma 28.698 casos confirmados da doença, com 2.375 óbitos. Há ainda 1.744 pessoas internadas em UTIs e 2.138 em enfermarias.

Em Campinas, nesta quinta-feira (30), a taxa de ocupação dos leitos era de 63%, com 434 dos 680 leitos da rede pública e particular ocupados. Segundo o último boletim epidemiológico, a cidade conta com 347 confirmados de covid-19, e 20 óbitos.

Segundo o secretário de Saúde de São Paulo, José Henrique Germann, a transferência é necessária pela defasagem na chegada de respiradores. Ainda de acordo com o Estado, as transferências vão ocorrer respeitando a proximidade das unidades médicas com as residências dos pacientes, e por isso, ainda não há como determinar quantos dos leitos de Campinas, por exemplo, serão ocupados.

A Prefeitura de Campinas ainda não se posicionou sobre a nova medida, que deve afetar o planejamento da Saúde.

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