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Justiça obriga Unicamp a abrir 50 vagas para professor no Cotuca

Docentes de colégio técnico contratados de maneira irregular deverão ser desligados; ação foi ajuizada pelo MP

| ACidadeON Campinas

O prédio do Cotuca, em Campinas (Foto: Luciano Claudino/Código19)

A Justiça de Campinas obrigou a Unicamp a abrir, em 60 dias, um concurso público para preencher 50 cargos de professor do Magistério Secundário Técnico do Cotuca (Colégio Técnico da Unicamp). A decisão, em 1ª instância, foi proferida no dia 18 de maio e divulgada nesta terça-feira (19) pelo MP (Ministério Público), autor da ação cívil pública.

Segundo a decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública, a admissão dos aprovados deve ocorrer em oito meses e ficam anuladas as contratações de 50 docentes que ingressaram na instituição entre 1988 e 2007, sem prévia aprovação em concurso público. O número representa quase metade do total de professores do Cotuca.

De acordo com a Promotoria, um inquérito civil apontou que vários professores do Cotuca possuem documentação incompleta referente à admissão na entidade, enquanto outros não possuem documento algum. Há ainda os que foram contratados por processo seletivo temporário por tempo indeterminado. E mesmo os que possuem documentação completa foram aprovados em concursos que não contaram com a devida publicidade, sequer tendo edital publicado no Diário Oficial.

Na sentença, o juiz Luis Mario Mori Domingues considerou, entre outros pontos, que "os atos administrativos de nomeação de servidores sem concurso público para cargos tipicamente de carreira claramente atentam contra os princípios constitucionais da impessoalidade, moralidade, publicidade e interesse público (este previsto expressamente na Constituição Bandeirante) e contra a regra, também constitucional, da contratação por meio de concurso público".

Ainda segundo o magistrado, a inconstitucionalidade verificada na conduta da Unicamp só pode conduzir à interpretação de que o preenchimento dos cargos é usado para contratar funcionários de forma pessoal, em desrespeito aos regramentos da publicidade, impessoalidade e legalidade.

OUTRO LADO

A Unicamp diz que tomou conhecimento da decisão proferida na ação civil pública 1051126-94.2018.8.26.0114, publicada na data de hoje e recorrerá contra a referida decisão perante o Tribunal de Justiça de São Paulo buscando sua reforma.

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