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Alunos do IFSP ficam sem aulas remotas em meio a pandemia

Aulas estão suspensas há quase três meses, e alunos não têm acesso ao ensino EaD

| ACidadeON Campinas

Unidade que fica no Jardim Satelite Iris, Campus Campo Grande (Foto: Denny Cesare/ Código19)
Com a pandemia e a suspensão das aulas, os alunos do IFSP (Instituto Federal de São Paulo) estão há dois meses e meio sem nenhum acesso ao ensino, nem mesmo virtual. 

As aulas das 36 unidades do instituto, que tem campus em Campinas e Hortolândia estão paralisadas, e pais e alunos reclamam da falta de conteúdo durante esse período. Ao todo são cerca de 40 mil alunos matriculados nas sedes.  

Segundo os pais de alunos, a reitoria não permitiu aulas pelo método EaD (Ensino à Distância), mas também não disponibilizou nenhuma atividade ou forma para manter o aprendizado durante a suspensão.  

"Se a gente deixar eles ficam na ociosidade o dia inteiro, porque não tem nada para fazer. Vimos outras redes municipais, estaduais e particulares treinando professores, fazendo aulas a distância e nossos filhos sem aula. Do jeito que tudo é demoroso, vai chegar no fim do ano sem nenhuma ação", declarou Márcia Serrati Moreno, mãe de um aluno de Campinas, em entrevista à EPTV Campinas.  

A falta de contato preocupa o estudante Samuel Vicente Dias de Freitas, que cobra uma posição da reitoria. "Os professores deveriam manter o contato com os alunos para não perder o vínculo, mas isso acontece eventualmente, não tem como ser algo frequente, e nós precisamos de garantias", declarou o aluno  

A justificativa é que desde o fim de março o instituto faz um levantamento para saber quantos alunos teriam acesso ao ensino virtual. No entanto, a instituição não conseguiu ainda os dados para definir estratégias e tomar decisões.  

"Temos alunos que não respondem e-mail, celular, o número mudou, temos encaminhado cartas nas casas. É um conjunto de variáveis que passa essa sensação de demora, mas não estamos parados", afirmou o pró-reitor de ensino do IFSP, Reginaldo Vitor Pereira.  

Ainda segundo o pró-reitor, há o agravante da falta de qualificação dos professores para a aplicação do ensino de forma virtual.
"Foi detectado que 70% dos nossos professores não tinha formação específica para atuar com recursos educacionais por meio de tecnologia. Por isso nosso centro de educação à distância propôs uma especialização específica aos docentes, que estão buscando essa profissionalização", declarou.  

Segundo o IFSP, à retomada das aulas deve acontecer por regiões, segundo protocolos de saúde, mas ainda não há data determinada. No dia 16 deve ser formalizada uma proposta, para cada campus decidir o retorno.


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