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Jonas muda tom e pede socorro ao Estado por mais leitos

Prefeito disse hoje (18) que governo estadual precisa implantar equipamento de saúde de "grande porte" em Campinas

| ACidadeON Campinas

O prefeito Jonas Donizette (Foto: Divulgação)

O prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), afirmou durante live na tarde desta quinta-feira (18) que pediu ao governo do Estado que o AME (Ambulatório Médico de Especialidades) passe a receber apenas pacientes de Campinas com covid-19.

A maior parte dos pacientes atendidos no local são de cidades da região. No último dia 15 de junho a unidade recebeu pela primeira vez três pacientes que são moradores da cidade. Campinas somou hoje mais nove mortes pela covid e a cidade já está com 194 óbitos.

Além disso, o prefeito afirmou também que pediu ao Estado que construa uma unidade exclusiva "de grande porte" para atendimento de pacientes com coronavírus para a região e assim desafogar os esforços de Campinas

"O AME está praticamente só com pacientes de fora. Seria mais lógico deixar o AME para Campinas e ter um outro equipamento para a demanda regional. O Estado precisa colocar um equipamento estadual de porte na nossa região. Campinas já deu sua contribuição. Mais do que muitas vezes poderíamos", afirmou Jonas.

Em suas transmissões ao vivo até então, tanto o prefeito quanto o secretário de Saúde, Carmino de Souza, diziam que a cidade estava estruturada para tratar os pacientes com covid-19. Mas o aumento cada vez mais acentuado de casos e mortes mudou o cenário.

Hoje Campinas registrou o sexto dia seguido de ocupação total dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do SUS municipal. Na rede estadual, que engloba HC (Hospital de Clínicas) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e o AME, 57 dos 61 leitos estão ocupados.

PARA OUTRAS CIDADES

Ontem (17), Jonas afirmou que a Prefeitura estudava o envio de pacientes para a capital. Hoje, ele mudou o discurso. Disse que foi mal interpretado e que, na verdade, ele defende o envio à capital de pacientes de cidades menores da região que buscam Campinas para o atendimento.

"O que discutimos ontem é que seria mais adequado, se puder, a parte estadual da saúde, transportar esses doentes para uma outra localidade e que nós possamos ficar com os equipamentos mais dedicados a população de Campinas. Campinas não tem hábito de mandar paciente para outro lugar. Então seria mais fácil alocar doentes que seriam das cidades da região em um equipamento de saúde que o Estado venha a ter", afirmou.

O prefeito negou que vá enviar pacientes de Campinas para São Paulo. "Não temos esse conhecimento de mandar pacientes para outras cidades. As cidades menores que Campinas têm mais ambulâncias para transportar pacientes do que Campinas. Porque eles não têm hospital", disse.

Ele, no entanto, foi desmentido pelo secretário de Saúde, Carmino de Souza, que afirmou que pacientes com menor gravidade podem ser ser eventualmente transferidos para algum dos hospitais de campanha montados em São Paulo - no Anhembi e no estádio do Pacaembu.

"O governo do estado não fechou a porta, pacientes de baixo risco podem sim ser transferidos para hospital de campanha. Para UTI não, porque é mais complexo, mas para o doente que esteja bem, é uma realidade (a possibilidade de transferência)", disse Carmino.

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