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Americana registra terceira morte por febre maculosa

Vítima era um homem de 52 anos que frequentou uma área de risco

| ACidadeON Campinas

Americana registrou três óbitos de febre maculosa este ano (Foto: ACidade ON)

Americana registrou mais um óbito por febre maculosa nesta quarta-feira (25). É o terceiro caso registrado no município este ano.

A vítima é um homem de 52 anos, morador da Vila Dainese. Ele passou a sentir os sintomas em 28 de maio e foi internado no Hospital Municipal da cidade em 3 de junho. Ele faleceu no dia seguinte a internação, em 4 de junho. O resultado do exame retornou nessa segunda (22) e foi divulgado hoje pela prefeitura.

A administração, por meio do Pvce (Programa de Vigilância e Controle de Carrapatos e Escorpiões), suspeita que ele foi infectado em uma região de chácaras de Capivari, local frequentado pela vítima. 

Este é o terceiro óbito causado por febre maculosa em Americana este ano. Os dois outros óbitos são os seguintes: 

- Um homem de 38 anos, residente do bairro Boer, que faleceu em 30 de abril. Ele apresentou sintomas como febre, redução da quantidade ded urina, dores musculas, prostação e convulsão. A administração acredita quie ele tenha sido infectado às margens da represa Areia Branca, em Santa Bárbara D'Oeste. 

- Um homem de 56 anos, residente do bairro Chácara Letônia, que também faleceu em 30 de abril. Ele apresentou sintomas como febre, prostração, dores musculares e falta de ar. A Vigilândia acredita que a provável área de infecção foi a Fazenda Angélica, local que o paciente cuidava e morava. 

NOTIFICAÇÕES 

Americana notificou quatro casos de febre maculosa de janeiro a 24 de junho. Um destes foi positivo autóctone (foi infectado no próprio município), dois foram importados e um foi descartado. Os três casos positivos vieram a óbito. 

A Secretaria de Saúde de Americana pede aos munícipes para que evitem as áreas de risco e, caso seja necessário frequentar estes locais, que se tomem os seguintes cuidados: utilizar roupas claras, pois facilitam a visualização de carrapatos; inserir a barra das calças dentro das meias  e calçar botas de cano alto; examinar o corpo cuidadosamente pelo menos a cada três horas; retirar carrapatos da pele com cuidado, fazendo uma leve torção. 

A administração pede também que, se entre um período de dois a 14 dias após frequentar locais de risco, o indivíduo apresentar febre alta, dores no corpo, dores de cabeça, calafrios e manchas avermelhadas na pele, procurar imediatamente o serviço de saúde e, no momento da consulta, informar ao médico sobre o contato com carrapatos.

O Pvce de Americana determinou alguns locais de risco, confira:

Área da Carioba: Pesqueiros do Rio Piracicaba, próximos ao parque têxtil da Rua Carioba.
Área da Casa de Cultura Herman Müller: Mata ciliar adjacente ao Ribeirão Quilombo.
Área do Rio Jaguari: Região pós-represa do Salto Grande (chácaras nas proximidades da Colônia Agrícola do Sobrado Velho).
Área do Museu Histórico: Pesqueiros na confluência dos rios Atibaia e Jaguari.
Área do Assentamento Milton Santos: Matas ciliares do Rio Jaguari e Córrego Jacutinga
Área da ponte do Rio Piracicaba, sobre a Rodovia Anhanguera: Pesqueiros locais
Área do Rio Piracicaba: Pesqueiros nas proximidades do Centro de Detenção Provisória de Americana (CDP).
Área da represa do Jardim Imperador: Residencial Portal dos Nobres
Área da Praia dos Namorados: Orla da Represa do Salto Grande
Área do Bairro Mirandola: Pastos e matas periféricas
Área da Praia do Zanaga: Braço da Represa do Salto Grande entre os bairros Antônio Zanaga e Vale das Nogueiras.
Área da Usina da CPFL: Represa do Salto Grande.
Área do Ribeirão Quilombo: Toda a extensão.
Área verde do Parque Nova Carioba: Mata ciliar do córrego Bertini.

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