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Prefeitura deve prolongar suspensão de cirurgias eletivas

Medida tem como objetivo evitar pessoas em hospitais e a contaminação pelo novo coronavírus

| ACidadeON Campinas

Prefeitura prolongará decreto de suspensão de cirurgias eletivas para evitar concentrações em hospitais (Foto: Prefeitura de Campinas)

O prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), afirmou na manhã de hoje (26), durante transmissão nas redes sociais, que deve prorrogar o decreto que suspende as cirurgias eletivas no município.  

Segundo Jonas, o decreto deve ser publicado junto com a publicação da prolongação da suspensão do comércio, anunciada nesta sexta. Seguindo a publicação, a medida passaria a valer por pelo menos mais uma semana. No anúncio feito hoje, o prefeito decidiu por manter o comércio de rua e shoppings fechados até o próximo dia 5.   

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Em Campinas, as cirurgias eletivas - aquelas em que há o agendamento - são proibidas em hospitais privados na cidade desde segunda-feira (22). A exceção acontece apenas para procedimentos oncológicos e cardíacos, pela gravidade da situação do paciente. 

O secretário de Saúde de Campinas, Carmino de Souza, disse que está em constante conversa com médicos e hospitais para poupar a realização desses procedimentos.  

"Não queremos prejudicar os hospitais, as pessoas e nem os médicos, a medida foi tomada para poupar leitos de um lado, e evitar a circulação de pessoas por outro", afirmou.  

CAPACIDADE DO SISTEMA DE SAÚDE  

Ainda durante a transmissão, o secretário da Saúde citou o aumento de ocupação de leitos de Campinas e a sobrecarga do sistema também nos leitos que não são para covid-19. Ontem, a cidade atingiu o 13º dia sem leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para covid-19 no setor municipal, com registro de apenas 4 vagas em hospitais estaduais.  

Apesar da constante sobrecarga, o secretário citou a constante ampliação dos leitos na cidade. Segundo Carmino, houve 127% de aumento nos leitos de UTI, que foram adquiridos com leitos conveniados- sendo comprados de hospitais particulares.  

Já em leitos de enfermaria, houve aumento de 134 leitos a mais para o setor considerado de "retaguarda". Segundo Carmino, o aumento também se deve a mudança de critério dos doentes na cidade. De acordo com o secretário, a Saúde passou a preferir pacientes acompanhados no hospital do que nas próprias casas.  

"Ao contrário do que fazíamos, houve uma mudança na orientação. Preferimos deixar no hospital aqueles que não temos total segurança de que vai ficar bem na casa, evitando que a pessoa agrave, como estava acontecendo, quando acaba chegando ao hospital com condição difícil de ser cuidado", declarou.

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