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Piloto teria pago R$ 17 mil para mandar matar comissária

Homem foi preso nesta quinta-feira (6) no Ouro Verde, em Campinas; caso ocorreu no ano passado em Recife

| ACidadeON Campinas

Prisões ocorreram na manhã desta quinta-feira (6) (Foto: Luciano Claudino/Código 19)

O piloto de avião Mayky Fernandes dos Santos, de 27 anos, preso nesta quinta-feira (6) no Ouro Verde, em Campinas, por suspeita de assassinato de uma comissária de bordo em Recife em 2019, teria pago R$ 17 mil para encomendar o assassinato. Segundo a Polícia Civil, ele teria se envolvido com Dinorah Cristina Barbosa da Silva, de 35 anos, por cerca de três meses e a vítima teve uma filha que seria fruto do relacionamento.

A prisão do piloto foi feita hoje junto com a de sua ex-namorada e advogada Caroline Aparecida Batista, de 26 anos. Ela foi presa em Indaiatuba e, segundo a polícia, mantinha contato com o piloto, pressionando-o a cometer o crime.

Ambos estão detidos em Campinas. Ele, na cadeia anexa ao 2º DP (Distrito Policial), no São Bernardo, e ela em Paulínia. Os dois devem ser transferidos para os CDPs (Centros de Detenção Provisória) da região, ainda sem data definida.

Segundo a polícia, o pagamento teria sido feito para seis pessoas intermediárias e aos dois executores do crime, em Paulista, na Grande Recife. A vítima foi executada a tiros na frente da filha de oito meses, além da avó da criança. A criança não ficou ferida.

Apesar dos indícios, a investigação ainda fará exame de DNA na criança, para confirmar a possível motivação do crime. "Há elementos nos autos que levam a essa situação, mas é uma dúvida, é algo que sempre que intrigou a investigação", disse a delegada Larissa Souza, da Polícia Civil de Pernambuco.  



A operação que resultou nas prisões dos dois, chamada de "Caixa Preta", envolveu policiais do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) de Campinas e Piracicaba, que apoiaram a Polícia Civil de Pernambuco. Ao todo, cinco pessoas (três homens e duas mulheres) foram presas na região. Além do piloto preso em Campinas, três prisões aconteceram em Hortolândia e uma em Indaiatuba.

Ao todo, foram 11 mandados. As outras prisões ocorreram nas cidades de Castilho (São Paulo) e na região de Recife, também relacionadas ao mesmo crime. Ainda na operação foram apreendidos dois celulares, um tablet e um pen drive.

Ainda entre os presos na região há pessoas envolvidas com tráfico de drogas e estelionato. As prisões do piloto e do advogado são preventivas.

ABORTO E 1ª TENTATIVA


Ainda segundo a Polícia Civil, a vítima teria se recusado a abortar a criança. Apesar de indícios levarem a crer que o bebê é filho do piloto, um exame de DNA deve ser feito para comprovar a ligação paterna.

Além da recusa ao aborto, a comissária teria sofrido uma primeira tentativa de assassinato, que não foi realizada por conta da casa estar trancada no momento do crime. Apesar disso, a vítima não teria feito pedido de proteção na polícia.

A operação de hoje foi batizada de "Caixa Preta" e a investigação começou logo pós o crime, no dia 24 de outubro de 2019.

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