Aguarde...

cotidiano

Tempo seco e calor dobram número de queimadas em Campinas

Número de maio a agosto deste ano é de 176 focos de incêndio, contra 75 no mesmo período do ano anterior; preocupação é maior por conta de pandemia de covid-19

| ACidadeON Campinas

Área da Mata Santa Genebra que voltou a ter foco de incêndio em Campinas nesta terça-feira (11) (Foto: Reprodução/EPTV Campinas) 

O tempo seco aliado ao calor que tem feito em Campinas dobraram o número de focos de incêndio em vegetações, segundo a Defesa Civil. Levantamento do órgão mostra que entre maio e 10 de agosto foram 176 focos de incêndio em áreas de mata contra 75 focos no mesmo período (considerando ainda o mês de agosto completo).

Segundo a Defesa, incêndios, além de afetar o meio ambiente, causam outro tipo de preocupação: os problemas respiratórios, principalmente em crianças e idosos. Ainda neste ano, há o agravante do novo coronavírus, que já matou 826 pessoas desde março na cidade e infectou 21.934 moradores.  

Ainda nesta terça-feira (11), houve um foco de incêndio na Mata Santa Genebra, próximo ao Hospital Sobrapar, em Barão Geraldo. Desde o fim de semana a região tem pontos incendiados. As ocorrências são atendidas pela Defesa e também pelo Corpo de Bombeiros. 

COVID-19

Em 2019, sem covid-19, foram registrados dois focos de incêndios em maio; oito em junho; 11 em julho e 54 em agosto (durante o mês todo). Neste ano, foram registrados 73 focos em maio; 32 em junho; 28 em julho e 43 somente nos primeiros dez dias de agosto.

"Pior, a tendência é que as queimadas continuem registrando aumentos até setembro devido ao tempo seco", alerta o diretor da Defesa Civil, Sidnei Furtado. Em 2019, o mês de setembro registrou 67 focos de incêndio contra 54 em agosto do mesmo ano.

Por conta da preocupação, a estiagem e as queimadas estão sendo tratadas como um eixo estratégico no Comitê Municipal de Enfrentamento da Pandemia de Infecção Humana pelo novo coronavírus em virtude da complexidade, de acordo com a Administração.  

"Em tempo de coronavírus, é necessário reduzir o número de pessoas que buscam atendimento no sistema público de Saúde com problemas respiratórios decorrentes do período do tempo seco", complementou Sidnei Furtado.

OPERAÇÃO ESTIAGEM

A Operação Estiagem termina no dia 31 de setembro. A Defesa Civil monitora as áreas de incêndios com o uso de drone e também das imagens de satélites do INPE (nstituto Nacional de Pesquisas Espaciais). O Instituto fornece imagens capturadas por satélites que possam ajudar a Defesa Civil a identificar terrenos que apresentem algum potencial de risco no município.

Lembrando que provocar incêndio ambiental é crime. Poderão ser aplicadas penalidades de advertência e multa, variando de R$ 290,00 a R$ 290 mil, sem prejuízo das medidas de reparação e de compensação dos danos causados. Quando ocorrerem em áreas especialmente protegidas, o valor das multas é dobrado, podendo chegar a R$ 580 mil.

Mais do ACidade ON