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AME passará a atender todas as especialidades em outubro

A alteração da função da unidade foi informada na manhã dessa sexta-feira (28) pelo prefeito Jonas Donizette

| ACidadeON Campinas

 

O AME de Campinas, no Parque Itália (Foto: Luiz Granzotto/PMC)

O AME (Ambulatório Médico de Especialidades) em Campinas vai deixar de ser um hospital de atendimento exclusivo para pacientes covid-19 no mês outubro. A intenção é que ele passe a atender pacientes para tratamento de outras doenças. A desativação da unidade para atendimento ao coronavírus será iniciada a partir de setembro quando vai acontecer um processo de desinfecção do local.

A alteração da função da unidade foi informada na manhã dessa sexta-feira (28) pelo prefeito Jonas Donizette (PSB) por meio de transmissão pelas redes sociais onde ele destacou os números da covid-19 na cidade. Hoje, Campinas ultrapassou a marca de 1 mil mortos pela doença (leia mais aqui).

"A reversão do AME vai começar em setembro. A unidade passará a atender 35 especialidades médicas com pequenas cirurgias. Vai ajudar muito a desafogar a Rede Mário Gatti. Vamos deixar as salas de cirurgia do Hospital Mário Gatti para as cirurgias maiores e as menores serão feitas no AME", afirmou o prefeito.

Segundo o secretário de Saúde, Carmino de Sousa, uma avaliação da situação será feita nos 10 primeiros dias de setembro e a expectativa é que o hospital passe a atender casos de especialidades em outubro.

Com o AME, a intensão é desafogar a Rede Mario Gatti, que focará em cirurgias maiores e mais complexas. "É uma unidade importante não só para Campinas, mas para toda a região", disse o secretário explicando que a gestão financeira da unidade é do Estado e por isso ele vai atender toda a região como hoje acontece com o HC (Hospital de Clinicas) da Unicamp.  

Ainda não há uma data precisa para a reabertura geral do AME, mas o secretário afirmou que fará reuniões com o HC na semana que vem para alinhar datas.  

O AME atenderá pacientes encaminhados pela rede primária de saúde do sistema público, o que significa que não será um hospital de porta-abertas, o paciente deverá ser encaminhando por outras unidades de saúde. O hospital realizará cirurgias simples no regime de hospital/dia, em que o paciente permanece na unidade por um período máximo de 12 horas. "Serão cirurgias de nível mais simples que não necessitam de internação como, por exemplo, hérnia e vesícula", destacou.  

O AME será custeado pelo Governo do Estado. "Desafoga também o custo da saúde pública que sempre é muito sobrecarregado", disse Jonas. A unidade de saúde começou a funcionar em abril já como hospital covid.  
 
A informação da desativação do AME vem pouco tempo depois do anúncio da desativação do hospital de campanha, que atendia casos menos graves da doença. Segundo a Prefeitura, Campinas está com uma tendência de queda de casos graves da doença.
 
AME

A unidade foi construída por meio do programa Saúde em Ação, parceria da Secretaria de Estado da Saúde com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Foram investidos, no total, R$ 51 milhões para a obra e compra de equipamentos. O prédio tem uma área construída de mais de 7 mil m² em um terreno de 14 mil m², que conta ainda com um CAPS do Programa Saúde em Ação, inaugurado em 2019.

Ao ser inaugurado a área física interna da unidade foi preparada para a instalação dos leitos de internação e para o acolhimento dos casos de covid-19. O AME está localizado à Av. Pref. Faria Lima, 486 Vila Industrial.

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