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Pacientes denunciam falta de remédio para tratamento neurológico

Remédio Carbamazepina está em falta há quatro meses, segundo usuários; substituição pode complicar quadro de saúde

| ACidadeON Campinas

 

Remédio em comprimido está em falta em Campinas (Foto: Reprodução/EPTV Campinas)

Os pacientes que precisam usar o remédio Carbamazepina denunciam que ele está em falta há quatro meses em Campinas. O medicamento é para tratamento neurológico e disponibilizado nos postos de saúde. Especialistas explicam ainda que a substituição pode complicar o quadro de saúde das pessoas.

Os moradores que precisam tomar ao menos cinco comprimidos por dia podem ter que desembolsar cerca de R$ 350 por mês. Em meio a pandemia de coronavírus e a crise econômica, as famílias contavam com a distribuição na rede pública do remédio.

Em alguns casos, os efeitos colaterais para quem usa o remédio de forma contínua podem ser graves. "Se eu deixar de tomar um dia, esquecer, algo do tipo, quando o meu organismo sente falta, eu já passo mal durante a noite ou durante o dia", disse a paciente Carolina Rodrigues que tem convulsões desde criança e usa o remédio.

O ATRASO OU TROCA

"O atraso da medicação seja por algumas horas ou por dia pode aumentar as crises convulsivas para quem tem epilepsia. Essas crises podem ser curtas, sem grandes repercussões, mas também podem ser mais longas e demoradas e de necessidade de internação ou até risco de morte", explicou o médico neurologista Felipe Franco da Graça.

Segundo o especialista, a troca de remédios convulsionantes tem que ser feita com antecedência e programação do médico, para evitar efeitos adversos.

OUTRO LADO

Procurada sobre o caso, a Prefeitura de Campinas afirmou que dois fornecedores do remédio não entregaram de fato o medicamento e estão sendo penalizados. A Administração disse que abriu uma nova licitação e que o remédio em comprimido deve voltar a ser fornecido em 30 dias.

Além disso, a Prefeitura explicou que o Carbamazepina continua sendo distribuído normalmente em solução oral. A Secretaria de Saúde orientou ainda que os pacientes conversem com o médico para fazer a substituição por outro remédio.

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