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Vendaval de 103 km/h causa estragos em Campinas

Ventos foram os mais fortes registrados no ano, e causaram queda de árvores na cidade

| ACidadeON Campinas

Campinas registrou recorde na velocidade de rajadas de ventos nesta segunda (14) (Foto: Denny Cesare/Codigo 19)

Campinas registrou um vendaval que começou na tarde de ontem (14) e seguiu por toda a noite e causou estragos na cidade. Segundo a Defesa Civil, por volta das 23h a velocidade dos ventos chegou a 103,3 km/h o mais forte registrado no ano. Às 7h da manhã de hoje (15), a velocidade ainda era considerada alta e chegava a quase 60 km/h. Segundo o Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura), da Unicamp, esses foram os picos recorde de rajadas neste ano. 

Por causa da forte intensidade, a Defesa Civil foi acionada para ocorrências de queda de duas árvores na cidade. A primeira queda aconteceu às 1h45 da madrugada, na Rua Joaquim Ulisses Sarmento, no Jardim Aurélia. Já, a segunda, caiu em meio a Avenida Dr. Heitor Penteado, no Taquaral, por volta das 2h11. 

Por causa da queda, a Defesa Civil interditou as vias por risco de acidentes. Os trechos ainda seguem bloqueados para a remoção das árvores pela Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas), o que deve ser feito na manhã de hoje.   


"SOPRO" PARA O CALOR  

Os ventos fortes e a alta nebulosidade registrada desde ontem derrubaram as temperaturas em Campinas. Após a onda de "calorão", as temperaturas na cidade devem chegar hoje até no máximo 27ºC. No fim de semana foi registrado o recorde de calor no ano, com 35,6°C no sábado.  

Segundo o Cepagri, a previsão era que os ventos (de intensidade de morada a forte) causassem rajadas de até 40 km/h, já considerados fortes.  
  
Formação de ciclone-bomba provoca ventania 
 
Um novo ciclone-bomba vai se formar sobre o mar na altura da costa do Sul do país entre segunda (14) e terça (15), segundo o Climatempo. No entanto, diferentemente do fenômeno que causou mortes e estragos no início de julho, este ciclone atuará mais afastado para o oceano, o que diminui a chance de danos. "Desta forma, embora tenha previsão de ventos de moderada a forte intensidade no litoral da região Sul, a intensidade, duração e danos causados por este sistema não se comparam ao evento do dia 01/07", explicou, em nota, o CPTEC (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos).  

A expectativa, segundo o Climatempo, é de fortes rajadas de vento sobre parte do Sul e do Sudeste, que podem chegar a 90 km/h, intensidade menor da ocorrida em julho, quando a ventania estimada chegou a 130 km/h em algumas cidades do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Também há risco de chuva forte na região Sul.  

Muito comuns na América do Sul, ciclones extratropicais são áreas de baixa pressão atmosférica e, em geral, estão associados a frentes frias. No entanto, quando há queda de pressão de pelo menos 24hPa (hectopascais, unidade de pressão) em 24 horas, forma-se o que é chamado de "ciclone bomba", explicou o Climatempo.  

Na região Sul, com a formação do ciclone-bomba, a expectativa é de rajadas de vento entre segunda e terça, que podem chegar a 60 km/h no interior do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. No entanto, os ventos mais intensos, de até 90 km/h se concentram entre o litoral norte gaúcho e a costa sul catarinense.  

Durante o processo de formação do fenômeno, a previsão é de que o mar fique bastante agitado em áreas da costa da região Sul, e há chance de ressaca no litoral sul de Santa Catarina.  

A expectativa é que os maiores volumes de chuva se concentrem no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, principalmente na terça e quarta-feiras. Para o Paraná, a previsão é de chuva rápida e concentrada apenas no leste do estado.  

O ciclone irá provocar agitação do mar e ventania sobre parte do Sudeste. Hoje, as rajadas mais intensas podem chegar a 70 km/h no litoral paulista, no Rio de Janeiro, no centro-sul do Espírito Santo e em áreas da Zona da Mata mineira. Na região da capital paulista, os ventos ocorrem com até 60 km/h.  

Por causa da formação do fenômeno e do deslocamento de uma frente fria por alto mar, pode chover em áreas do leste de São Paulo hoje. Amanhã, a chuva também deve atingir o Grande Rio e a região dos Lagos, mas não há alerta para tempestades.

SEGUNDA ONDA? 

Apesar dos ventos amenizarem o calor hoje, o clima ameno não deve durar muito e o calorão deve voltar nesta quarta-feira (16). A Defesa Civil emitiu um alerta ontem (14) para possibilidade de uma segunda onda de calor extremo em Campinas a partir de amanhã. Segundo o órgão, o clima deve voltar a ficar "desértico", com temperaturas altas e baixíssimos índices de umidade relativa do ar.  

Na última semana, a região já passou por outra onda de calor, com recorde de temperatura no ano, e uma das umidades relativas do ar mais baixas até o momento (12,9%).  

Agora, a Defesa diz que a nova onda de calor deve começar na quarta e se estender até o final de semana. Na primeira previsão, a temperatura podia chegar até 40°C na cidade. Desta vez, no entanto, a previsão é que ela fique em torno de 32°C e 35°C.

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