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Supermercados passam a limitar venda de produtos a consumidores

Grandes redes estão diminuindo a venda de produtos como arroz, feijão e óleo de cozinha e temem o desabastecimento entre os fornecedores

| ACidadeON Campinas


Cartaz limita compra de produtos em supermercado de Campinas. (Foto: Reprodução EPTV)
Supermercados de Campinas estão limitando a venda de alguns produtos para os clientes de seus estabelecimentos. Grandes redes diminuíram a venda de produtos básicos como arroz, feijão e óleo de cozinha e, algumas, já falam até em desabastecimento entre os fornecedores.

Em cinco grandes redes de supermercados pesquisada pela equipe de produção da EPTV, quatro informaram que enfrentam problemas com o desabastecimento nos fornecedores.

Uma dessas redes soltou um comunicado reduzindo ainda mais a quantidade de produtos que podem ser levados pelos clientes. A limitação é de dois pacotes de arroz e dois de feijão e três litros de óleo de soja para cada CPF de cliente.

Como justificativa, a rede afirma que está tendo problema com alguns fornecedores que abastecem estoque de arroz, feijão e óleos e, portanto, "estão ocorrendo inflações nos custos e ruptura no abastecimento desses produtos".   

Informativo de um dos supermercados limitando a compra. (Foto: Reprodução)

Em outras redes de supermercado, teve limitação reduzida e os preços altos também continuam. As prateleiras até que estão cheias, mas os supermercados também confirmaram os problemas com os fornecedores desses três produtos básicos.

Uma das redes, inclusive, disse que essa limitação é para reduzir o impacto do preço alto no bolso dos consumidores e atender a todos.

Quem frequenta essas unidades já percebeu essa mudança. "Tanto o preço elevado e a falta dos produtos são complicados, mas faltar é bem pior. Preço caro a gente a gente economiza, deixa de comprar uma coisa, para comprar aquilo, mas a falta não dá", afirmou a aposentada Marilda Fonseca.

"O arroz é complicado porque é o básico. O óleo e o feijão idem. Mas a gente consegue. Se a gente olhar para os tempos dos nossos avós, a gente tentar se adequar a situação, se reinventar", afirmou Selma Monteiro que é artesã.

A reportagem entrou em contato com a Apas (Associação Paulista de Supermercados) que ainda não retornou o pedido para falar sobre a situação dessa possível falta de produtos nas gôndolas de algumas unidades.

O pedido que fica é para que os consumidores não corram as unidades para fazer a compra em grande volumes dos produtos e fazer estoque em casa, porque se isso acontecer, só vai acelerar um problema. 

O QUE DIZ A APAS 

Em nota, a Apas (Associação Paulista de Supermercados) diz que os supermercados têm se esforçado para garantir o seguro e ininterrupto abastecimento da sociedade e, nesse sentido, amenizar o impacto da alta de preços, principalmente nos produtos da cesta básica. 

"A Associação Paulista de Supermercados entende que a limitação da venda de determinados produtos adotadas por alguns supermercados associados é uma prevenção, evitando a venda de grandes volumes para uma única pessoa ou empresa e, consequentemente, um eventual desabastecimento dos consumidores", afirma. 

(Com informações de Jonatan Morel/EPTV)


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