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Grupo protesta no Bosque contra morte de leão Lineu

Manifestantes questionaram a Prefeitura sobre a morte do leão e pedem o fim da exposição de animais no parque

| ACidadeON Campinas

Grupo se reuniu em frente ao Bosque pedindo explicações sobre a morte do leão (Foto: Luciano Claudino/Código19)

Um grupo de manifestantes se reuniu na manhã de hoje (12) em frente ao Bosque dos Jequitibás, em Campinas, para protestar contra a morte do leão Lineu, que foi confirmada pela Prefeitura neste fim de semana.

O leão, símbolo do parque de Campinas, morreu no dia 10 de junho, mas a morte não foi informada na época, nem notada já que o parque estava fechado para visitação por causa da pandemia. Recentemente aberto, os visitantes começaram a observar e questionar a ausência do felino.

No protesto de hoje, o grupo pedia a Prefeitura explicações sobre a morte do animal. Nas faixas, os manifestantes cobraram a transferência dos animais do parque, citando que os mesmos vivem em "situação inadequada".  

Segundo o organizador do protesto, o ativista Leonardo Luvizzeta dos Santos, o movimento foi formado por um grupo de veganos (pessoas que não comem carne e nenhum produto de origem animal), que se indignou quando soube da morte de animal.

"A Prefeitura não comunicou a população da morte. Ninguém soube, muitos ainda questionam aqui porque não sabem que ele morreu. Faltou transparência, informar sobre a causa da morte", declarou.

O leão viveu em cativeiro a vida inteira. Sendo que nasceu em 2005 no Parque Ecológico Engenheiro Cid Almeida Franco, em Americana, e foi transferido para Campinas no dia 3 de maio do mesmo ano.

Além do pedido de explicações, o grupo também é contra a exposição dos animais no parque. "Nossa luta é pela conscientização que não é legal deixar animais presos para entretenimento. Queremos que os animais sejam transferidos, que a Prefeitura tenha um Cras (Centro de Recuperação de Animais Silvestres) que possa cuidar e reinserir esses animais", afirmou.  
 
No ano passado a Prefeitura já havia comunicado que vai proibir a exposição de animais silvestres em cativeiro em parques, praças e bosques da cidade e que o Bosque dos Jequitibás deverá deixar de ser um zoológico em cerca de dez anos. O Bosque vai passar por um período de transição de cerca de dez anos até deixar de ter animais em cativeiro. Neste período ainda vai receber espécies vítimas de maus-tratos, agressões e acidentes até que o Cras (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) seja construído (leia mais aqui).

OUTRO LADO

Procurada, a Prefeitura declarou que Lineu morreu aos 15 anos por causas naturais associadas a idade- o tempo médio de vida de um leão é de cerca de 15 anos. Segundo a Administração, dois meses antes de morrer, Lineu vinha perdendo a vitalidade gradativamente.

Em nota, a Prefeitura afirma que "todos os animais que vivem no Bosque são acompanhados e tratados por profissionais especializados, como biólogo, veterinário e tratadores, que garantem as boas condições dos ambientes, da alimentação nutritiva e balanceada, da saúde e demais cuidados que necessitem", e que "o Bosque tem um papel de educação ambiental e recebe animais feridos ou maltratados, encaminhados pela Polícia Ambiental, para que sejam reabilitados.   

Ainda segundo a nota, o projeto de lei que dispõe sobre a proibição e a manutenção de cativeiros de animais da fauna silvestre em parques, bosques e praças públicas foi encaminhado para a Câmara Municipal em 2019 e ainda não foi votado.




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