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Bombeiros de Campinas registram aumento de afogamentos neste ano

O grupamento de Campinas é responsável por 10 cidades da região, além de Campinas, Hortolândia, Paulínia, Jaguariúna e Pedreira

| ACidadeON Campinas

Bombeiros de Campinas arrumam equipamentos em sede. (Foto: Código 19/Arquivo)

O Corpo de Bombeiros de Campinas já atendeu neste ano 18 ocorrências de afogamento na região e superou o número registrado no ano passado. No mesmo período, em 2019,  foram registrados 14 afogamentos. O número registrado até agora chega ainda próximo ao total de registros do ano passado,  sendo que de janeiro a dezembro de 2019 os bombeiros tiveram registro de 22 afogamentos. 

Segundo o balanço da corporação, 98% dos casos deste ano terminaram em morte da vítima.  O grupamento de Campinas é responsável por 10 cidades da região, além de Campinas, Hortolândia, Paulínia, Jaguariúna e Pedreira.  

Segundo o balanço encaminhado a pedido do ACidade ON, sete dos 18 afogamentos ocorreram em Campinas, nas regiões dos distrito de Sousas e do Vida Nova. Outros dois foram registrados no entorno, nas cidades de Pedreira e Jaguariúna.   

Em Paulínia duas pessoas se afogaram no Parque Brasil 500, e em Cosmópolis dois afogamentos na represa da Usina Ester.  

No balanço já estão contabilizados o caso do jovem de 18 anos que morreu na semana passada em um lago no bairro Vida Nova, e do adolescente de 14 anos que se afogou em uma lagoa no Jardim São Domingos.  

Os dois casos são demonstrativos do perfil e da faixa etária com maior índice de casos. Segundo os bombeiros, nas ocorrências atendidas, o perfil de vítimas é de homem entre 15 e 29 anos.  

"São diversos fatores de risco, nessa faixa etária as pessoas normalmente têm mais coragem, se sentem mais seguras, e isso potencializa com uso de bebida alcoólica, que altera os reflexos e faz com que a pessoa identifique menos os perigos. É preciso respeitar os limites do próprio corpo, saber que as vezes está acostumada com piscina, mas um lago, uma represa é diferente desses locais, tem que haver uma avaliação de risco", declarou o tenente da corporação, Leonardo Simões.  

Além dessa faixa etária, segundo ele, são observados ainda casos de afogamento de crianças, que ocorrem com em número maior em piscinas.
"Ainda vemos nesses casos que acontece falta de cuidado. Pais que acabam deixando os filhos. As vezes o descuido é coisa de cinco, dez minutos, mas acaba em tragédia", afirmou.  

"CANSADOS DE FICAR EM CASA"
 
Segundo o tenente, o número até agora está dentro da média, mas como ainda estamos na Primavera, há preocupação para que ele aumente ainda mais com a chegada do Verão.  

"Ainda temos o período de outubro, novembro e dezembro, e estamos quase perto do número do ano passado inteiro", declarou. Segundo Simões, que afirmou que neste ano a corporação notou mais pessoas nos lagos e rios das cidades.  

"Como teve a pandemia, muita gente ficou em casa, e notamos uma certa mudança, vendo lagoas, represas que antes não tinham ninguém agora cheias de pessoas", afirmou.  

IRRESPONSABILIDADE
 
Ainda segundo o tenente dos bombeiros, na maior parte dos locais onde ocorrem os afogamentos há placas a indicativos dos riscos, mas a irresponsabilidade aparece como fator determinante do acidente.  

"Nós vemos que são locais que são conhecidos, e são indicados do risco, mas a população ainda se arrisca, e não tem como o poder público fiscalizar e estar em todos esses locais, então cabe a pessoa saber os limites", afirmou.

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