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Operação contra fraude de combustível prende suspeito em Campinas

De acordo com as investigações, grupo importava irregularmente um produto conhecido como nafta, sonegando cerca de R$ 538 milhões em tributos federais

| ACidadeON Campinas

 

Gerente foi preso em Campinas; ele estava em um condomínio no Swiss Park (Foto: Denny Cesare/Código19)

Um homem foi preso hoje (21) em Campinas durante uma operação realizada pelo Ministério Público contra uma organização criminosa atuante no esquema de fraudes e adulteração de combustível. 

De acordo com as investigações, o preso faz parte de um grupo importava irregularmente um produto conhecido como "nafta", sonegando cerca de R$ 538 milhões em tributos federais, ele seria um dos gerentes da empresa.

Segundo informações preliminares, a sede da empresa alvo dos mandados teria sede em Limeira. Em Campinas foi cumprido um mandado de prisão no endereço do suspeito. Ele foi encontrado em um condomínio no Swiss Park e encaminhado para a DIG (Delegacia de Investigações Gerais).

A operação, nomeada de "Arinna", foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do MP, com o apoio da Receita Federal.  

Além de Campinas, em São Paulo são cumpridos mandados em Santo André, São Bernardo do Campo, Limeira, Santos e Cerquilho.

Ao todo, cerca de 200 policiais são empregados para cumprir dezesseis mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão. Além de São Paulo, os mandados são cumpridos nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Tocantins, Rondônia e Rio Grande do Sul.  



O ESQUEMA

Com o apoio da Receita Federal, as investigações chegaram à conclusão de que o grupo de criminosos sonegava tributos federais, no processo irregular de importação do nafta, e com as multas aduaneiras, o prejuízo causado aos cofres públicos pela organização criminosa, agora desarticulada, chegou a meio bilhão de reais.

A organização criminosa seria especializada na adulteração de combustíveis e do composto químico ARLA 32, reagente utilizado para garantir maior eficiência na redução dos poluentes nos motores a diesel (o óxido de nitrogênio). De acordo com Código de Trânsito Brasileiro, a alteração deste composto enseja infração grave, além de retenção do veículo para regularização.

De acordo com o Ministério Público, durante a investigação, se observou que o grupo fabricava o ARLA32 utilizando irregularmente de ureia destinada à fabricação de adubos e fertilizantes, isenta de tributos normalmente cobrados da ureia automotiva, mais pura. Esta mistura, além de causar mais danos ao meio ambiente pode danificar o motor do veículo.

Além dos flagrantes danos ambientais, a utilização irregular do ARLA impôs prejuízos aos fabricantes regulares da mistura, bem como aos donos de veículos de carga que utilizam o mesmo, alimentando um círculo que prejudica toda a sociedade.

Também foi verificado que a organização criminosa importa irregularmente nafta (produto incolor extraído do petróleo e matéria-prima básica para a produção de plástico), sob a justificativa de que o produto seria destinado à fabricação de tintas e vernizes. Porém, as investigações indicaram que esse insumo era misturado à gasolina no processo de adulteração.  



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