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HC da Unicamp faz procedimento inédito em coração de criança

De acordo com os profissionais, a crioablação oferece vantagens como maior precisão e menor risco de danos permanentes a estruturas importantes do órgão

| ACidadeON Campinas

HC da Unicamp faz procedimento inédito em coração de criança (Foto: Divulgação/HC)
Cardiologistas do HC (Hospital de Clínicas) da Unicamp, em Campinas, realizaram um procedimento inédito no coração de uma criança. A técnica chamada de crioablação existe no país desde 2015, mas foi realizada pela primeira vez no HC para o tratamento de uma arritmia cardíaca. 

De acordo com os profissionais, o procedimento não leva mais que três horas e oferece vantagens como maior precisão e menor risco de danos permanentes a estruturas importantes do órgão. Os especialistas afirmam ainda que a técnica é minimamente invasivo e consiste na cauterização de um defeito congênito no coração a uma temperatura variável entre 50 e 70 graus negativos.  

Segundo o responsável pelo procedimento, professor da disciplina de cardiologia e especialista no tratamento de arritmias, Márcio Figueiredo, a técnica de crioablação é a alternativa aos medicamentos e ao procedimento de ablação por radiofreqüência - que cauteriza pelo calor e é usado no hospital desde 2002. 

"Na crioablação um cateter com pedra de gelo formada por nitrogênio é introduzido pela virilha e chega até o coração para cauterizar o defeito cardíaco", detalha. 

Figueiredo esclarece que a opção pela crioablação é a última opção terapêutica destinada para alguns tipos de patologias cardíacas. "Os medicamentos embora muitas vezes eficazes precisam ser usados continuamente e podem provocar efeitos colaterais", acrescenta. 

Outro membro da equipe de Eletrofisiologia do HC, Fernando Piza, explica que o tratamento com medicamentos e a ablação por radiofrequência foram usados na criança, mas que não houve sucesso.  

"No caso dela, a comunicação anormal estava localizada muito próximo do sistema elétrico normal. Nesses casos, poderia haver uma lesão definitiva se a continuidade fosse a ablação por radiofrequência ocasionando a necessidade de um marcapasso definitivo". 

O especialista ressalta ainda que o novo procedimento, mais simples e rápido, além do baixo risco de ocorrer uma complicação que leve a um bloqueio do coração, é necessário em uma minoria desses casos.


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