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Exército em Campinas enviará 57 militares para acolher venezuelanos

Primeira leva de militares será enviada até janeiro de 2021 para Roraima; no Estado de São Paulo, número enviado será de 431

| ACidadeON Campinas

Militares de Campinas irão para Roraima em processo de acolhida de venezuelanos (Foto: Denny Cesare/Código19) 

O Comando Militar do Sudeste está preparando 57 militares de Campinas para compor o 10º contingente da Força-Tarefa Logística Humanitária para o estado de Roraima, para participar da acolhida de imigrantes venezuelanos no local. A primeira leva deve embarcar entre 29 de dezembro de 2020 e 14 de janeiro de 2021. 

Lá, permanecerão de três a quatro meses, prestando ajuda humanitária, com previsão de retorno a partir de 15 de abril de 2021. Segundo o Exército Brasileiro, essa Operação Acolhida tem o objetivo de prestar acolhimento na fronteira com o país vizinho e, depois, realizar a interiorização dessas pessoas.

Entre os trabalhos dos militares estão a ordenação da fronteira, abrigar os desassistidos e realizar a posterior interiorização dos imigrantes. A Operação Acolhida é um esforço conjunto da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira, e possui também um trabalho junto a agências governamentais e organizações não governamentais (ONGs).  

Esta é a segunda vez que o Comando envia um contingente para atuar nesta operação. Entre abril e agosto de 2019, os militares oriundos de São Paulo compuseram o 5° contingente.

PREPARAÇÃO

A preparação conjunta da tropa que seguirá para Roraima ocorre no 2º Batalhão de Polícia do Exército (2° BPE), em Osasco. Na semana de 15 a 20 de novembro, esses militares assistirão a palestras de ambientação sobre as características do local de atuação, receberão instruções sobre as atividades do posto de triagem e de saúde e sobre a rotina dos abrigos e aprenderão sobre as formas de interiorização. Ao final, serão realizados exercícios de simulação.

O trabalho na fase de preparo contará com o apoio de agências, como o Alto Comissariado das Nações Unidas (ACNUR) e a Organização Internacional de Migração (OIM), e com a vasta experiência de militares do Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil.

O efetivo a ser capacitado será dividido em seis grupos de instrução, com o objetivo de preservar o distanciamento social e evitar aglomerações. O CMSE seguirá todas as orientações do Comando de Operações Terrestres acerca das medidas de prevenção à Covid-19.

O QUE É A OPERAÇÃO ACOLHIDA


Após ser reconhecida a situação de vulnerabilidade decorrente de fluxo migratório para o estado de Roraima no Decreto n° 9.285, de 15 de fevereiro de 2018, a Operação Acolhida foi instituída com o objetivo de "cooperar com os Governos Federal, Estadual e Municipal com medidas de assistência emergencial para acolhimento de imigrantes venezuelanos em situação de vulnerabilidade, decorrente de fluxo migratório provocado por crise humanitária".

A Operação Acolhida teve início em março de 2018 e, desde então, o Ministério da Defesa estipulou uma substituição periódica das tropas que atuam na operação de acolhida dos imigrantes venezuelanos.


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