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Estado reduz horário de funcionamento de bares e amplia o do comércio

O governo de São Paulo determinou durante coletiva no começo da tarde desta sexta-feira (11) a redução do horário de funcionamento de bares em todo o Estado

| ACidadeON Campinas -

Informações foram divulgadas pelo Estado no começo da tarde desta sexta-feira. (Foto: Divulgação/Governo do Estado)
 

COM FOLHAPRESS - O governo de São Paulo determinou durante coletiva no começo da tarde desta sexta-feira (11) a redução do horário de funcionamento de bares em todo o Estado. Permitidos a funcionarem até as 22h, com a mudança, os bares deverão fechar até as 20h. Já os restaurantes poderão continuar abertos até 22h, mas deverão parar de servir bebidas alcoólicas às 20h. As mudanças devem ocorrer a partir deste sábado (12). A capacidade de ocupação continua a ser de 40%.   
 
Ainda segundo Estado, a venda de bebidas alcoólicas nas lojas de conveniência também fica proibida a partir das 20h - o local pode funcionar até as 22h.

Por outro lado, o Estado anunciou a ampliação do horário de operação do comércio. Os centros de compras, que na fase amarela só poderiam funcionar pelo período de 10h, terão autorização para operar durante 12h para evitar aglomerações por conta das compras de Natal. Os shoppings podem funcionar até as 22h. 
 
Segundo o governo, a expansão é uma tentativa de diminuir as aglomerações e conter a disseminação do vírus.

As novas regras foram divulgadas pelo secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn. As medidas passam a valer a partir deste sábado (12) e valerão por 30 dias. Essa foi a primeira vez desde o final de agosto, que o governo admitiu que o Estado está com alta de casos de covid-19.  
 
De acordo com os dados de Saúde apresentados, houve aumento de 26,9% de novos casos entre as semanas epidemiológicas de número 47ª e a 49ª e de 30,3% de óbitos. As internações em hospitais públicos e privados aumentaram em 15,5%.
 
Gorinchteyn afirmou, no entanto, que a taxa de ocupação de leitos na Grande São Paulo, atualmente de 64,4%, está abaixo do verificado no final de maio, de 92%. "O que é importante é que nós tivemos alta de ocupação de leitos, mas está muito distante do pico no início da pandemia. Nós não estamos aguardando índices alarmantes para tomar estratégias, estamos agindo agora de forma preventiva", afirmou o secretário.
 
O governo disse ainda que conta com mais de mil agentes de saúde que farão a vigilância e a fiscalização nos cem municípios com densidade demográfica maior de 70 mil habitantes por km2.

De acordo com Gorinchteyn, o país ainda não atingiu o pico da chamada "segunda onda", mas estaria caminhando próximo para isso. Por isso, o secretário defendeu a adoção de medidas preventivas no estado, para tentar conter o avanço do coronavírus. Não houve, no entanto, o anúncio de recuo da fase amarela do Plano SP.
 
 "As medidas que foram tomadas, especialmente nos meses de outubro e novembro, seja na Europa, seja nos Estados Unidos, ocorreram quando o pico da pandemia estava bem acentuado nesses países, diferente da situação no país."

Apesar das medidas, o governo não alterou a classificação de nenhuma região no Plano São Paulo de flexibilização da quarentena. A nova avaliação deve ocorrer em 4 de janeiro.

Novas regras

- Bares passam a operar até as 20h e não mais até 22h;

- Restaurantes podem funcionar até 22h, mas devem parar de servir bebidas alcoólicas às 20h;

- Comércios terão autorização para operar durante 12h para evitar aglomerações por conta das compras de Natal. A capacidade de ocupação continua em 40%. 
 
"Foi uma decisão técnica entre saúde e comércio para que possamos atender a necessidade de maior espaçamento entre as pessoas, evitar aglomerações, para que todos possam ter suas necessidades agora do fim do ano atendidas, mas com responsabilidade, com segurança. Então o que está permitido é a manutenção do horário de funcionamento até às 22h, mas com o limite de até 12 horas de funcionamento e 40% de ocupação", disse a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen.

Ontem, o o governo paulista reforçou o alerta em relação à velocidade de contaminação da doença no Brasil nas últimas semanas. O coordenador do centro de contingencia da Covid-19, José Medina, disse ontem que o contágio por covid-19 está maior em dezembro do que no primeiro pico da pandemia, em julho. 
 
O governo paulista ainda informou que se for constatada piora em determinadas regiões do Estado há a possibilidade de regressão para fases mais restritivas. (Com informações da FOLHAPRESS)

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