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Estado anuncia nova reclassificação de fase na próxima sexta-feira

O governo paulista confirmou hoje que fará uma nova reclassificação do Plano São Paulo na sexta-feira (22), quando regiões devem regredir da fase amarela para a laranja

| ACidadeON Campinas

Governador João Doria. (Foto: Divulgação/Governo do Estado)
 

O governo de São Paulo informou no começo da tarde desta quarta-feira (20) que fará uma nova reclassificação do Plano São Paulo na próxima sexta-feira (22). Na semana passada o governador João Doria (PSDB) havia informado que isso só ocorreria em fevereiro, mas a mudança vai ocorrer devido ao agravamento da covid-19 no Estado. Essa será a terceira reclassificação em 15 dias. 

Segundo dados apresentados pelo Secretário Estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, o número de internações em unidades de terapia intensiva segue em alta em todo o Estado. Por isso, mais regiões devem ser rebaixadas às fases laranja e vermelha.

Campinas esta atualmente na fase amarela com a maior parte dos setores da economia funcionando com restrições mais brandas. O boletim epidemiológico divulgado hoje com os dados da cidade mostra que desde o início da pandemia Campinas soma 57.220 pessoas infectadas e 1.579 vítimas fatais. Mas vale destacar que para regredir ou progredir de fase, o Estado leva em conta os números da região e não só de Campinas. Ainda não há informações se Campinas irá regredir de fase ou se manter na amarela.

Na última segunda-feira, ao apresentar os dados da semana passada sobre a doença causada pelo novo coronavírus, Gorinchteyn, afirmou que o período foi a pior semana da pandemia no Estado até agora.

Atualmente, o Estado tem 67% da sua população na fase amarela do plano que coordena a flexibilização ou o endurecimento de medidas restritivas. São seis regiões, incluindo a de Campinas, na fase de menos restrições se comparada com a laranja e a vermelha. Outras dez regiões estão na fase laranja e apenas uma, de Marília, se encontra na vermelha, em que apenas serviços essenciais devem funcionar. 
 
DORIA QUER BUSCAR INSUMOS  

O governador, João Doria (PSDB), voltou a direcionar críticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante o ato que deu início a vacinação para Covid-19 nos Hospital dos Estivadores, em Santos, no litoral sul paulista.  Questionado sobre a possibilidade de não conseguir respeitar o cronograma de datas previstos para a primeira fase da vacinação, Doria fez uma espécie de apelo, pedindo que integrantes do alto escalão do governo melhorem a relação diplomática com a China, principal responsável pela importação de insumos para a produção as vacinas.  

"Tratem bem a China. Respeitem a China. É ela quem faz os insumos para salvar a vida de brasileiros. É hora da vida, da vacina e, se necessário, eu iria pra a China buscar um acordo, sim", disse Doria.  

O governador já declarou que espera em até 48 horas uma resposta do governo chinês favorável ao envio de insumos utilizados para o envase das doses da Coronavac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac.  

"Precisamos das vacinas, de todas elas, mas, também, de insumos produzimos pela China, país com o qual mantemos uma relação respeitosa do ponto de vista econômico, científico e diplomático", explica Doria.  

"Volto a reafirmar, se necessário for, mesmo com o bom entendimento com as autoridades chinesas no país, irei a China pleitear insumos não apenas para o Butantan, mas para todos. Temos que estar unidos em torno da vacina", completa.  

De acordo com o governador, mais de 13 mil profissionais da saúde já foram vacinados até a manhã desta quarta. Ele diz que, diferente do governo federal, o estado comprou ainda em setembro insumos e equipamentos necessários para realizar a primeira fase da vacinação.  

Ao todo, foram contratados 46 milhões de doses, sendo seis milhões liberados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Já há outro pedido para liberação de mais 4,8 milhões de doses já em solo brasileiro foi feito à Anvisa.  

"Nós temos quase 5 milhões de doses disponíveis, aguardando esse aval. Cremos que até sexta-feira devem aprovar, isso é o protocolo. O Butantã tem todas as condições de realizar, pelo menos, 1 milhão de doses por dia. Vamos disponibilizar a vacina para todos os brasileiros, mas, para isso, precisamos que o Ministério da Saúde cumpra em pagar pela vacina, esse é o procedimento normal", afirma.  

O presidente Bolsonaro, por sua vez, já fez uma série de referência irônicas a produção de vacinas pelo país asiático, exaltando o acordo feito pelo governo com a Universidade de Oxford. O político criticou as circunstâncias do acordo do Butantã, chegando a afirmar que o governo federal não compraria a vacina. Em uma rede social, chamou o imunizante de "vacina chinesa de João Doria".  

"Precisamos das vacinas, pode ser até a Oxford, da Universidade de Oxford, mas saiba que ela também tem seus insumos produzidos na China", criticou Doria.  

"Onde estão as outras vacinas? As milhões prometidas pelo governo federal? Não temos vacina nenhuma, só a do Butantã. Lutamos contra um governo negacionista, que despreza vidas, que não tem interesse algum em atender a população", acrescentou.  

Em Santos, a enfermeira-chefe Almira Dias Marques, 56, foi a primeira a ser vacinada. A profissional contou que contraiu a doença em março, mas apresentou apenas sintomas leves. Além de Almira, mais duas mulheres, uma auxiliar de enfermagem e uma médica, também foram escolhidas para iniciar o ciclo de vacinação.  

"Foi como um presente. Fiquei honrada pela classe de trabalhadores. Estou feliz, aliviada por pessoas que estão aqui no dia a dia, 24 horas se dedicando. Algo marcante na minha vida, tivemos perdas e algumas vitórias, e esse momento foi um deles", afirma Almira.  (COM FOLHAPRESS)


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