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Prefeitura firma parceria com Polícia Civil para reduzir feminicídios em Campinas

Mulheres vítimas de violência que procurarem delegacias da cidade poderão ser encaminhadas aos serviços de acolhimento da Prefeitura

| ACidadeON Campinas

Reunião aconteceu nessa semana. (Foto: Divulgação/Prefeitura de Campinas)

A fim de prevenir os casos de feminicídio em Campinas, a Prefeitura Municipal estabeleceu uma parceria com a Polícia Civil, na manhã da última sexta-feira (14), onde as mulheres vítimas de violência, e que procurarem as delegacias da cidade, poderão ser encaminhadas para os serviços de acolhimento do município. 
 
Na última semana uma mulher de 46 anos foi encontrada morta carbonizada dentro de um veículo no Jardim Nova Mercedes. Ela foi assassinada pelo marido que não aceitava a separação. Esse foi o primeiro caso de feminicidio nesse ano em Campinas (leia mais aqui).

Segundo o prefeito Dário Saadi (Republicanos), a parceria tem o objetivo de criar um intercâmbio de informações e de protocolos de procedimento e encaminhamento aos serviços de amparo à mulher oferecidos pela Prefeitura. O ato marca o encerramento da Semana Municipal de Combate ao Feminicídio. 

De acordo com a Administração, participarão da parceria as secretarias de Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos de Campinas, de Cooperação nos Assuntos de Segurança Pública e de Saúde.  

 "A situação do feminicídio é dramática e infelizmente observou-se um aumento nessa época da pandemia. Trata-se de uma psicopatia terrível de ser tratada, por isso que temos de somar esforços para impedir que aconteça", afirmou o prefeito. 
 
ACOLHIMENTO DAS VÍTIMAS 

Segundo o delegado José Henrique Ventura, do Deiter 2 (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior), com a parceria será possível que as vítimas de violência domésticas que procurarem as delegacias de Campinas sejam encaminhadas à Prefeitura, para que possam receber acompanhamento dos órgãos competentes.
  
"Eu sempre digo que o trabalho da Delegacia de Defesa da Mulher não se limita a um mero registro de ocorrência. Exige também o acolhimento da vítima. O registro da ocorrência é o trabalho inicial. Depois precisamos dos nossos parceiros, que são da Prefeitura de Campinas, e são os nossos parceiros que vão dar sequência a esse trabalho. Por isso é importante o convênio que estamos fazendo", afirmou.
 
A secretária municipal de Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos de Campinas, Vandecleya Moro, acredita que a iniciativa é fundamental para o combate ao feminicídio.  

"Queremos reestruturar a política pública para a mulher aqui no município. Sabemos que o feminicídio decorre de um processo de agravamento de situações de violência e queremos um fluxo estruturado para impedir que isso ocorra". 

FEMINICÍDIO EM CAMPINAS
 
No último dia 10 de maio, uma mulher foi encontrada morta na região do bairro Nova Mercedes, em Campinas. O corpo da vítima foi encontrado carbonizado por volta das 18h em uma estrada de terra, que liga a Rodovia Santos Dumont (SP-075) até a Estrada Velha, em Indaiatuba.  

A principal suspeita é que a mulher tenha sido morta pelo ex-marido. O caso foi registrado como feminicídio, tentativa de suicídio, além de localização e apreensão de veículo )leia mais aqui).
 
SERVIÇOS JÁ PRESTADOS
 
Atualmente em Campinas, são oferecidos ao menos dois serviços de atendimento às vítimas: o Ceamo (Centro de Apoio à Mulher Operosa) e o Seravi (Serviço de Responsabilização e Reeducação ao Autor de Violência da Cidade de Campinas).
 
Segundo a Administração, o Ceamo é o serviço que atende a mulher vítima de violência em Campinas, e conta com uma equipe de profissionais para acolher, atender e prestar apoio jurídico, social e psicológico à mulher em situação de violência doméstica, realizando atendimento individual, familiar ou em grupo.  

O serviço funciona na rua Francisco Glicério, nº 1.269 Vila Lídia e dispõe de um telefone 0800 para atender o público: 0800-777-1050, mas também atende no telefone 3236-3619. O e-mail é ceamo@campinas.sp.gov.br.
 
Já o Seravi faz parte da Rede de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, e realiza o acompanhamento de agressores, com atendimento visando a conscientização contra a violência às mulheres.  

Há ainda o programa Guarda Amigo da Mulher, criado para dar proteção às vítimas de violência doméstica, e a Sala Lilás, para acolher vítimas e apoiar mulheres com uma equipe multidisciplinar. Cerca de 250 mulheres estão cadastradas voluntariamente no programa.


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