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União de 11 partidos contra o voto impresso mata o assunto, diz Paulinho da Força

Para o parlamentar, a união de 11 partidos contra a proposta encerra a discussão sobre o assunto na Câmara dos Deputados

| Folhapress -

Urna eletrônica (Foto: Denny Cesare/Código19)
Para o deputado Paulinho da Força, presidente do Solidariedade, a união de 11 partidos contra a proposta de mudança para voto impresso, bandeira de Jair Bolsonaro, encerra a discussão sobre o assunto na Câmara dos Deputados.

Em videoconferência na manhã deste sábado (26), onze partidos discutiram o sistema eleitoral e se colocaram contra a mudança que tem sido proposta por Bolsonaro.

Estiveram presentes os presidentes do PSDB, MDB, PP, DEM, Solidariedade, PL, PSL, Cidadania, Republicanos, PSD e Avante.

"Foi importante os partidos todos esses terem se posicionado em defesa do atual sistema. Isso definitivamente mata o assunto na Câmara. Esses partidos representam mais de 2/3 da Casa. Acho que o assunto vai ser enterrado", diz Paulinho da Força.

"O mais importante do encontro foi juntar partidos mais à esquerda e mais à direita, todos eles contra o voto impresso. Todos confiando no sistema atual, lógico que com a garantia de transparência nem fraude no sistema", completa.

Bolsonaro tem afirmado que tem apoio no Congresso para implementar o voto impresso e tem feito ataques ao presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luís Roberto Barroso, crítico da adoção desse sistema de votação.

"Se promulgar, teremos eleições, sim, com voto auditável e ponto final. O respeito total ao Parlamento brasileiro. Um quórum qualificado apresenta uma emenda e vai um ministro, no caso, ele que faz carga o tempo todo contra isso, o Barroso exclusivamente, ministro Barroso, uma canetada dele [e] não vai ter eleição com voto auditável? Vai ter sim, Barroso. Vai ter, sim", disse Bolsonaro na quinta-feira (17).

"Vamos respeitar o Parlamento brasileiro. Que, caso contrário, teremos dúvidas [nas] eleições e podemos ter um problema seríssimo no Brasil. Pode um lado ou outro não aceitar, criar uma convulsão no Brasil", acrescentou.

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