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Polícia detém trio suspeito de vender laudo médico falso para fura-fila da vacina

Atestados seriam usados para pessoas que queriam furar a fila da vacinação contra a covid

| ACidadeON Campinas -

Suspeitos foram detidos e encaminhados à delegacia (Foto: Giuliano Tamura/ EPTV)

A Polícia Civil deteve na manhã desta terça-feira (6), três homens suspeitos de vender laudos médicos falsos usados para furar fila da vacinação de covid-19 em Campinas. Um dos suspeitos atuava na Rua 13 de Maio quando foi preso em flagrante.

Os criminosos vendiam supostos atestados médicos que indicavam doenças pré-existentes aos compradores. Os documentos seriam usados por pessoas que alegavam comorbidades e furavam a fila da vacinação. Os laudos eram vendidos por valores entre R$ 140 a R$ 280.

A investigação começou após uma denúncia encaminhada por um telespectador da EPTV. A equipe confirmou uma negociação dos suspeitos com um suposto comprador. Em mensagens, um dos homens fazia a proposta de compra de laudo, e citava que várias pessoas já tinham comprado e usado o documento. O encontro acontecia presencialmente no Centro ou em local a combinar.
 
O FLAGRANTE  


A denúncia foi entregue à DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Campinas. O documento falso, as conversas com os vendedores e os vídeos das negociações foram analisados pela corporação, e um boletim de ocorrência foi registrado.

Durante a investigação, a Polícia Civil fez uma falsa negociação com os criminosos para efetuar as prisões em flagrante na manhã de hoje. Os encontros foram marcados no Centro e em shoppings da cidade. Um dos detidos, no Centro, estava na 13 de Maio e vestia um colete de "compra de ouro".

O trio foi levado para a sede da Divisão de Investigações Criminais de Campinas (Deic) de Campinas. Dois permaneceram presos, e um foi ouvido e liberado. Eles devem responder por falsidade documental e falsidade ideológica.   

O QUE DIZ A PREFEITURA?

Em nota, a Secretaria de Saúde disse que vai abrir um processo para apurar as denúncias e tomar as devidas providências. 

"Tanto a instituição (Secretaria de Saúde) quanto a servidora (médica) são vítimas neste caso. A Secretaria informa que os receituários são acessados com login e senha do servidor. Está claro que é uma falsificação. Para fazer a vacina, é necessário somente o atestado médico. A pessoa que compra este tipo de atestado falso está cometendo um crime e tirando a vez de uma outra pessoa que tem maior risco", disse a nota.





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