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Unicamp: retorno só depois da vacinação completa e teste negativo

Aulas não voltam de imediato, vacinação será obrigatória e universidade planeja gasto adicional de R$ 90 milhões para retomada

| ACidadeON Campinas -

Servidores e docentes já voltam presencialmente a partir do mês que vem (Foto: Denny Cesare/Código19)

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) informou na manhã desta quinta-feira (19) em entrevista coletiva, que o retorno das atividades no campus, programado para o dia 13 de setembro, não contará com a retomada das aulas presenciais de imediato.  

A volta será autorizada para servidores, docentes e estudantes, mas só ocorrerá após a vacinação completa contra a covid-19 e uma testagem obrigatória. Para controle da vacinação e testagem, alunos e servidores contarão com um aplicativo de controle epidemiológico.

Segundo o reitor da universidade, Antonio José de Almeida Meirelles, foram autorizados investimentos adicionais para o retorno das atividades no valor de R$ 90 milhões. 

Meirelles adiantou que a partir do dia 13 voltam à universidade servidores, funcionários e docentes. No caso de alunos, os estudantes serão autorizados e incentivados a frequentar os espaços da Unicamp, como bibliotecas, laboratórios e centros de estudos e não ainda a sala de aula. 

Como regra, só poderão voltar àqueles que tiverem com o esquema vacinal completo há pelo menos 14 dias, e que realizarem um teste de covid-19, que será oferecido pela universidade. 

"Retomaremos atividades administrativas presenciais, presença de docentes, e vamos expandir isso nas atividades que envolvem funcionários e docentes, além de ensino atividades de pesquisa. A partir daí, iniciaremos o processo de conversa e incentivo a presença dos estudantes nos campis. Sempre tomando cuidado que isso não implique numa retomada rápida", disse o reitor. 

Em todos os espaços será necessário distanciamento entre 1,5 a 2 metros, com uso de máscara obrigatório.  A data escolhida para a volta às atividades presenciais marca 1 ano e 6 meses desde a suspensão por conta da pandemia, e terá uma cerimônia de homenagem e respeito às vítimas da covid-19.

AULAS 

Segundo a reitoria, a autorização para os estudantes retornarem aos campis vale tanto para estudantes de graduação como pós-graduação. Apesar do início da retomada, à volta das aulas ainda ficou indefinida, sendo que cada faculdade e instituto deverá avaliar o formato das atividades. 

LIBERADO 

Em Campinas, as universidades estão autorizadas a realizarem aulas com até 100% da capacidade dos alunos. Apesar da liberação, a reitoria classifica a questão logística como um dos empecilhos para uma liberação geral das atividades didáticas. 

"Nosso maior desafio será o retorno das aulas presenciais. Temos mais de 30 mil alunos, e pensamos nas pessoas que foram atingidas pela vacinação mais tardiamente. Envolve ainda aspectos de logística, temos 60% dos nossos alunos que são de fora do estado, e são pessoas que voltaram para suas casas", disse o reitor. 

"É uma situação bastante complexa e vai ser diferente em cada unidade. É difícil alocar essas pessoas simultaneamente, vamos ter que trabalhar com algo híbrido, ou número maior de aulas, e terão que ser decididas localmente" acrescentou. 

Segundo o reitor, a retomada será "gradual e lenta", visto que há impacto nas moradias, salas de aulas, estruturas de informática, serviços de alimentação, entre outros. A decisão por não retornas as aulas já, também considera a situação e dificuldades dos alunos. 

"Ao forçar em voltar, podemos ter alunos que tranquem a matrícula por problemas financeiros e logísticos, e somos uma universidade que se caracteriza pela inclusão. O retorno pleno será somente no ano que vem. Hoje queremos incentivar o retorno gradual até para entender a dimensão do nosso problema". 

VACINA OBRIGATÓRIA 

Segundo a coordenadora geral da Unicamp, Maria Luiza Moretti, a vacina contra a covid-19 será obrigatória tanto para servidores como para alunos, e um programa ajudará a controlar os certificados de imunização. 

"A vacina será obrigatória para servidores e alunos. Já abrimos um programa para que todos os servidores incluam certificados de vacina. Até agora 6,7 mil servidores já acessaram incluindo certificados ou informações, e implantaremos um programa semelhante para os alunos", disse ela, citando que para os alunos o programa deve iniciar em setembro. 

Segundo a coordenadora, para as pessoas que por alguma razão não puderam tomar a vacina, o departamento de Saúde avaliará cada caso individualmente. 

"Teremos uma área para cuidar dessas pessoas e avaliar caso a caso. São poucas pessoas que tivemos conhecimento. Vamos conversar e estudar as razões que levam a recusa ou recomendação médica de não tomar a vacina", disse. 

Antes do retorno presencial, haverá ainda a testagem obrigatória, que deve ser feita até três dias antes do retorno. Através do aplicativo, servidores e alunos poderão agendar o teste, que deve ter o resultado pronto no mesmo dia. 

PARCERIA 

Vale lembrar que a Unicamp, com parceria da Prefeitura de Campinas está deste a última terça-feira (17) realizando a vacinação no próprio campus de Campinas, oferecendo a imunização para alunos e docentes com a idade incluída no programa municipal. 

Segundo a coordenadora, a procura maior até agora, cerca de 80%,  tem sido de estudantes. 

E OS GASTOS? 

De acordo com o reitor, durante a segunda revisão orçamentaria, foi permitida a adição de gastos de até R$ 90 milhões, com objetivo da preparação do retorno. 

"Temos que nos preparar melhor para combinar de atividades de ensino presencial e retotas. Objetivo é ter estrutura mais bem preparada, aperfeiçoamento de estruturas de salas de aula, reforma e manutenção dos espaços. São gastos voltados principalmente para esse retorno", disse. 

Segundo Antônio, entre os gastos são avaliados a ampliação de atividades de assistência, reformas das moradias e a necessidade de suporte aos estudantes, com programas tecnológicos. 

MONITORAMENTO 

Segundo a coordenadora, diante de um agravamento da pandemia, as flexibilizações poderão retroceder. 

"Nós monitoramos o índice de gravidade, números de hospitalização, casos graves e novos, e essas variáveis nos guiarão sobre seguimos com nosso plano", afirmou.

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