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Ministério volta atrás e passa a não recomendar vacinação de adolescentes sem doenças

Em Campinas continua a vacinação dos adolescentes que estavam agendados; entenda a mudança

| ACidadeON Campinas -

 

Campinas diz que continua vacinando adolescentes que estavam agendados (Foto: Denny Cesare/ Código 19)

O Ministério da Saúde emitiu uma nota informativa nesta quarta-feira (15) em que volta atrás sobre a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades (doenças prévias). Agora, a orientação do ministério é que não seja feita a vacinação de adolescentes na faixa etária dos 12 aos 17 anos, que não tenham nenhum tipo de doença.

Segundo a Saúde, houve uma revisão da imunização. Com isso, a Pasta passa a recomendar a aplicação da vacina contra a covid-19 somente em adolescentes que têm entre 12 e 17 anos e que apresentem deficiência permanente, comorbidade ou que estejam privados de liberdade.   

Em Campinas, a secretaria de Saúde disse que foi orientada pelo governo estadual a continuar a vacinação. Na cidade, segundo a Prefeitura, a aplicação de vacina nos adolescentes agendados segue acontecendo. Já o agendamento esta fechado. 

VOLTANDO ATRÁS  

A nota emitida pelo Ministério da Saúde diz que segue recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde), contrária à vacinação do público nesta faixa de idade por falta de estudos sobre os benefícios do imunizante. A OMS diz que o coronavírus apresenta evolução benigna nos jovens "apresentando-se assintomáticos ou oligossintomáticos".

A nota informativa desta quarta contraria uma outra publicada pela pasta em 2 de setembro, que recomendava a vacinação para esses adolescentes a partir do dia 15.  
 
Em ofício, o Conass (Conselho Nacional de Secretarias de Saúde) e o Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde) pediram na manhã desta quinta um posicionamento da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) sobre a aplicação da vacina em adolescentes de 12 a 17 anos. Em junho, a Anvisa autorizou a aplicação da vacina da Pfizer em adolescentes a partir de 12 anos.

A decisão do Ministério da Saúde foi tomada dentro de um contexto de aumento dos relatos de falta de vacinas no país, sobretudo para a segunda dose.

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