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Polícia investiga morte de bebê em Indaiatuba; pais são presos

A Guarda Municipal foi chamada ao local e levou o bebê para a Unidade de Pronto-Atendimento, mas o menino já chegou sem vida a UPA

| ACidadeON Campinas -

Os pais da criança foram presos por negligência. (Foto: Reprodução EPTV)

A polícia de Indaiatuba investiga a morte de um bebê de quatro meses na manhã deste sábado. Os pais da criança foram presos por negligência. O caso aconteceu no Residencial Pinos, no bairro Campo Bonito, em Indaiatuba.

A Guarda Municipal foi chamada ao local e levou o bebê para a Unidade de Pronto-Atendimento, mas o menino já chegou sem vida a UPA. Segundo a polícia, os pais confirmaram que são usuários de drogas. O casal também tem uma filha de 6 anos.

"Pelas condições precárias do apartamento, o casal por ser usuário de drogas, já tivemos provas suficientes de uma negligência. Então os dois foram autuados pelo crime de homicídio culposo pela negligência e esperar chegar o laudo do local e o laudo necroscópico para ver se teve e se comprova essa intenção de matar que por enquanto não foi comprovada no local", afirmou o delegado Danilo Amâncio Leme.

Segundo Leme, na delegacia o casal deu depoimentos diferentes sobre o horário da morte da criança.   

"A mãe fala que ela acordou às 8h, amamentou a criança, colocou na cama, ao lado dela e que às 11h acordou e viu a criança já desfalecida. O marido já conta outra versão. Conta que dormiu no quarto do lado, quando foi lá viu a esposa dormindo e a criança já nesta situação. Ele diz que foi ele quem acordou a esposa".

O delegado afirmou que ficou assustado com a forma como o casal vivia no apartamento. "Havia pinos de cocaína vazios, dezenas de latas de cerveja, água ardente, aqueles corotes. Então é uma situação que poucas vezes já vi. O fogão da casa, acho que nunca tinha sido limpo, louça toda suja, roupas jogadas no quarto, tudo jogado no chão. É uma casa onde não há condições mínimas de criar e educar os filhos", terminou o delegado.

A menina de 6 anos foi encaminhada para ficar com os avós. O delegado informou também que vai conversar com o Conselho Tutelar para definir a situação da menina.

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