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Moradora de Americana está com suspeita da doença da urina preta

Síndrome de Haff é causada por uma toxina que pode ser encontrada em alguns peixes e crustáceos

| ACidadeON Campinas -

Consumo de alguns peixes e crustáceos pode causar a doença (Foto: Denny Cesare/Código 19)
 *Matéria atualizada às 9h45 de 23 de setembro com informações do hospital*

Uma mulher de 31 anos está internada no Hospital Unimed, em Americana, com suspeita de Síndrome de Haff. Conhecida como urina preta, a doença é comum no estado do Amazonas e é causada por toxinas de peixes e crustáceos.

A Prefeitura de Americana confirmou o caso. Segundo a Vigilância Epidemiológica, a paciente tem quadro sugestivo da síndrome e a situação é investigada. O comunicado oficial alega que o estado de saúde dela só será informado pela unidade. 
 
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Em nota, a Unimed confirmou a internação da paciente, e disse que a mulher apresenta quadro estável. Segundo o hospital, mais detalhes não serão passados por respeito à sigilo da informação do paciente.

ALERTA E CAUSAS

O Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) divulgou uma nota neste mês na qual alerta sobre uma possível relação entre os casos de doença de Haff, conhecida como "urina preta", observados este ano no Brasil, e o consumo de peixes, mariscos e crustáceos sem o selo dos órgãos de inspeção oficiais.

De acordo com a pasta, todos os casos notificados e em investigação estão sendo acompanhados por epidemiologistas do Ministério da Saúde, em cooperação com os Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDA) e o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC).

SINTOMAS

A doença de Haff apresenta como sintomas rigidez muscular frequentemente associada ao aparecimento de urina escura, que resulta de insuficiência renal. Ela se constitui em um tipo de rabdomiólise, nome dado para designar uma síndrome que gera a destruição de fibras musculares esqueléticas e libera elementos de dentro das fibras - como eletrólitos, mioglobinas e proteínas - no sangue.

A nota do Mapa informa que os primeiros sinais e sintomas podem se manifestar nas 24 horas após o consumo de peixe cozido, lagostim e outros frutos do mar contaminados. "A enfermidade é considerada emergente e, por ter origem desconhecida, enquadra-se como evento de saúde pública (ESP), sendo considerada de notificação compulsória", diz a nota.

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