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Honda abre programa de demissões na fábrica de Sumaré

Meta da empresa é concluir até dezembro transferência de toda produção de automóveis para unidade de Itirapina

| ACidadeON Campinas -

Linha de produção da Honda, em Sumaré (Foto: Caio Mattos/Divulgação Honda)


Em meio à crise da falta de componentes eletrônicos para a produção de veículos, a Honda decidiu abrir um PDV (Programa de Demissão Voluntária) na fábrica de Sumaré. A medida também inclui a unidade de Itirapina. Juntas, as fábricas empregam cerca de 3 mil funcionários. 

A Honda alega que, além do cenário de incertezas, vai concluir, em dezembro, a transferência de toda a produção de automóveis da unidade de Sumaré para a de Itirapina, processo iniciado em 2019.

A empresa informou que, no momento, não trabalha com uma meta de adesão ao PDV. "O foco é atender os colaboradores que têm enfrentado dificuldades para a transferência ou não se adaptaram à região de Itirapina (um grupo já havia sido transferido para a outra fábrica nos últimos meses)", disse. 

A Honda oferece 12 salários extras para quem aderir, valor referente a 12 meses de plano de saúde, cartão vale alimentação de R$ 250 ao mês por seis meses e três meses de orientação profissional assistida. 

"A empresa não tem necessidade de fazer o PDV", afirma Sidelino Orsi Junior, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região. "Ela está aproveitando para fazer uma reestruturação para reduzir salários, pois a média salarial em Sumaré é de R$ 5 mil, enquanto em Itirapina é muito menos", disse. 

A entidade é contrária ao PDV e realiza nesta quinta (14), às 5h10, assembleia com os trabalhadores da unidade de Sumaré. Nesta sexta (15), será a assembleia em Itirapina, comandada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Limeira e Região. 

POSICIONAMENTO OFICIAL 

Em nota, a Honda diz que vem reestruturando suas atividades produtivas desde 2019, com o objetivo de aumentar a competitividade e a sustentabilidade da operação no longo prazo. 

Inaugurada em março de 2019, depois de ficar fechada por três anos, a fábrica já produz os modelos WRV, HRT e parte do Fit. Ainda faltam transferir a produção de Civic, City e parte do Fit 

"A última etapa do plano de transferência ocorre em um novo cenário, em que a indústria automotiva vem sendo impactada pela pandemia de covid-19. A desvalorização do real, a inflação de matérias-primas e a crise no abastecimento de componentes reduziram os volumes de produção em 2020 e em 2021, criando ociosidade em toda a indústria, e o cenário futuro ainda apresenta incertezas". 

*Com complemento de informações de Agência Estado*

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