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Cães que comeram salsichas com anzóis em Valinhos retiram pontos

Entre os animais que passaram por cirurgia, um deles teve 34 armadilhas removidas do estômago

| ACidadeON Campinas -

Cães receberam alta definitiva em Valinhos (Foto: Divulgação/Christiano Yamasaki)
 

Os cachorros que comeram salsichas com anzóis em Valinhos retiraram os pontos e receberam "alta definitiva" na tarde desta segunda-feira (18).

A alta já havia sido dada no último dia 6, mas os animais continuaram recebendo atendimento dos veterinários. Agora, serão acompanhados periodicamente.

Entre os animais que passaram por cirurgia, um deles teve 34 armadilhas removidas do estômago. O caso ocorreu no dia 3 de outubro em um abrigo para cães da cidade.

Dias depois, os donos da chácara resolveram instalar câmeras de monitoramento para evitar que os cachorros sejam vítimas de novos ataques.

Os cães comeram o alimento recheado com os anzóis enquanto passeavam pelo quintal. O terreno tem cerca de 4 mil metros quadrados.

INVESTIGAÇÃO

O ato de crueldade é investigado pela Polícia Civil. Segundo o delegado João Neves, um morador da cidade foi ouvido, mas não foi formalmente acusado.

A polícia chegou até essa pessoa após ligá-la à compra de vários anzóis em uma loja especializada da cidade dia antes do caso, mas não a considera suspeita.

Os donos do abrigo para animais, vizinhos do local e outras pessoas já haviam sido ouvidos nos primeiros dias de apuração.

Enquanto tentam identificar o autor da agressão, os investigadores esperam ainda o resultado do material enviado para a perícia em até 30 dias.

O caso foi registrado como "crime contra o meio ambiente mediante ato de abuso animal".

CRUELDADE

Segundo Christiano Yamasaki, um dos veterinários responsáveis pelo atendimento dos cães, o objetivo do criminoso era promover a morte lenta dos animais. Ele conta que a detecção por raio-x foi complexa e minuciosa.

"A gente faz a contagem de acordo com as imagens de radiografia, mas o artefato é tão pequeno que a gente não consegue ter certeza. Sou médico veterinário há pelo menos 20 anos e nunca vi alguém que tivesse essa disponibilidade. Era para promover morte lenta", disse Christiano.

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