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Chuvas volumosas ainda não recuperam reservatórios da região

Consórcio PCJ prevê alívio somente em cenário com chuvas acima da média

| ACidadeON Campinas -

 

Lagoa do CLT em Valinhos tem nível baixo (Foto: Reprodução/EPTV Campinas)

Com reservatórios em níveis baixos e racionamento de água implantado há quase dois meses, Valinhos registrou 21,2 milímetros de chuva entre sábado (16) e a manhã desta segunda-feira (18).

O volume, porém, não aliviou o abastecimento e faz os especialistas reforçarem o alerta sobre as condições atuais.


O coordenador de projetos do Consórcio PCJ, que representa as bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, José Cezar Saad, diz que a recuperação é lenta.

No Sistema Cantareira, que tem 28,1% da capacidade atualmente, a situação deve melhorar com precipitações acima da média até março de 2022.

Já no caso de Valinhos, que registra, por exemplo, 5% e 2% de capacidade nos reservatórios do CLT (Centro de Lazer do Trabalhador) e Moinho Velho, respectivamente, as medidas de racionamento e rodízio não devem ser revistas. Para Saad, as alternativas são necessárias e úteis no momento de estiagem.


"Nós teremos que ter um volume de chuva equivalente a 50% acima da média história para uma recuperação do Sistema Cantareira, principalmente, até o final de março. Isso porque o volume de água necessário é muito grande. Ainda é cedo para falarmos em descartar racionamento e rodízio nas cidades que adotaram essas medidas", explica o especialista. 

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VAI CHOVER MAIS?

Para esta terça e quarta-feira (20), conforme a previsão do Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura), segue a expectativa por "chuvas recorrentes ou persistentes, ainda sob a condição proporcionada pela convergência de umidade" em toda a região de Campinas.

Por enquanto, Valinhos acumula 33,6 milímetros de chuva em outubro. Mas com a previsão de mais precipitações nos próximos dias, o volume deve aumentar. Para que os mananciais e reservatórios se recuperem, portanto, a tendência atual de níveis mais altos precisa se manter nos próximos meses.

RACIONAMENTO

Além dos outros dois reservatórios de Valinhos, a barragem João Antunes dos Santos é a que tem os piores dados e não opera mais com reserva. Com isso, utiliza hoje somente a vazão.

O panorama é resultado da falta de chuvas, que se agravou ao longo dos meses. Por conta disso, o Daev (Departamento de Águas e Esgotos de Valinhos) a adotar o racionamento.

O esquema foi adotado em 26 de agosto. Na ocasião, a prefeita de Valinhos, Capitã Lucimara (PSD), explicou em nota que o início do programa de realmente foi necessário diante da situação hídrica da cidade.

"Tivemos que adotar o programa de interrupção programada do abastecimento de água para que tenhamos condições de promover o fornecimento de forma equalitária aos moradores de Valinhos, sobretudo dentro de um cenário hidrológico muito seco e no qual o recurso fica mais escasso", falou.

RODÍZIO

Com a crise, a cidade também decidiu adotar o rodízio e definiu um cronograma de fornecimento. Atualmente, isso acontece em sete áreas formadas cada uma por diversos bairros.

A suspensão do fornecimento aos locais abrangidos em cada uma das áreas acontece por 18 horas seguidas, das 10h da manhã às 4h da manhã do dia seguinte.

Outras informações e detalhes podem ser consultadas no site do Daev (www.daev.org.br), clicando em "racionamento: locais, dias e horários".

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