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Homem é baleado por policial reformado no Ouro Verde

Policial realizava a segurança de uma agência dos Correios quando os dois começaram a discutir

| ACidadeON Campinas -

Caso aconteceu em frente a uma agência dos Correios no distrito do Ouro Verde (Foto: Reprodução/Google Street View)
 

*Matéria atualizada às 20h30 do dia 1º de dezembro de 2021 
 
Um homem de 26 anos foi baleado no distrito de Ouro Verde, em Campinas, após uma confusão com um policial reformado na manhã desta quarta-feira (1º). A vítima foi resgatada pelos bombeiros e levada para a Casa de Saúde.

Segundo o BO (Boletim de Ocorrência), o policial aposentado fazia a segurança de uma agência dos Correios no bairro Chácara Santa Letícia, quando abordou um jovem que estaria fumando um cigarro de maconha em frente ao local.

O segurança relatou no BO que teria levado um soco depois que eles começaram a discutir. Ele justificou que fez o disparo depois que o rapaz tentou retirar a arma dele. O tiro atingiu barriga do homem, que foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado para a Casa de Saúde, no Centro do município.

O atendente de telemarketing continua internado e o cigarro de maconha foi apreendido para perícia. Além disso, foram solicitados pela Polícia Civil exames ao IC (Instituto de Criminalística) e ao IML (Instituto Médico Legal).  

O caso foi registrado como "lesão corporal" e "drogas para consumo pessoal sem autorização ou em desacordo" pela 2ª Delegacia Seccional de Campinas.  

Em nota, os Correios informaram que não têm ligação com a ocorrência e que "o fato envolveu vigilante particular contratado pelo comércio local".  

FAMÍLIA CONTESTA 

Em contato com a reportagem, José Luiz Ferreira da Silva, pai do jovem baleado, nega que o rapaz tenha tentado tomar a arma da mão do policial aposentado e alega que em nenhum momento o outro homem se identificou como militar ou segurança.   

"Se ele tá ali pra fazer proteção, ele não tem que causar violência, mas pode dar uma dura. Meu filho não era suspeito de nada", defende.  

Ainda de acordo com José, o filho é usuário de maconha para fins terapêuticos e não tem passagem pela polícia.  

"O policial sacou uma arma ao discutir com uma pessoa sem se identificar. E ainda foi autoritário e disse que faria meu filho engolir a maconha se o cigarro não fosse apagado. Se falasse educadamente, nada disso teria acontecido", justifica ele. 



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