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Campinas registra cinco sequestros-relâmpagos em dezembro

Moradores de outras cidades da região também temem esse tipo de crime; pasta de Segurança Pública diz realizar ações

| ACidadeON Campinas -

Caso foi registrado na 2ª Delegacia Seccional de Campinas (Foto: Denny Cesare/ Código 19)
 

As delegacias de Campinas registraram cinco sequestros-relâmpagos neste mês. Na maior parte dos casos, os suspeitos foram presos. Mas também há crimes que seguem em investigação e sem bandidos detidos.   

Moradores de outras cidades da região, como Valinhos e Vinhedo, também temem as ações dos criminosos, que acontecem principalmente em áreas e vias isoladas.

Em Campinas, o último caso aconteceu nesta segunda-feira (27), quando um casal de namorados foi libertado na cidade após ser mantido refém por cerca de três horas.  

As vítimas foram cercadas e rendidas em uma estrada rural de Nova Odessa e foram ameaçadas enquanto a quadrilha transferia dinheiro e fazia compras com os cartões de crédito delas e da família.

"No cartão do meu pai foram gastos R$ 4 mil, no da minha sogra foram quase R$ 10 mil e do meu foi R$ 1 mil. Eles levaram meu colar, queriam que eu tirasse os brincos, mas eu estava tremendo", detalha a jovem. O casal é da Grande São Paulo e estava na região para aproveitar os dias de folga. O caso foi registrado na 2ª Delegacia Seccional e ninguém foi preso.

Além deste, outros crimes semelhantes aconteceram no município. No dia 13, duas mulheres e um bebê foram libertados pela PM (Polícia Militar) após serem feitos reféns em um sequestro-relâmpago na região do bairro Campo Belo. Ninguém ficou ferido. Na ocasião, um homem foi preso em flagrante e dois menores foram apreendidos pelo crime.

No início do mês, outras três ações deste tipo aconteceram. Em uma delas, no dia 9, um motorista de aplicativo de 30 anos foi rendido perto de um posto de combustível na Avenida Juscelino Kubitschek. A vítima foi obrigada a fazer transferências via Pix e teve o cartão de crédito usado em uma máquina própria usada pelos bandidos. Os autores do crime seguem foragidos.

OUTRAS RODOVIAS

Os casos costumam acontecer em locais mais isolados e sem grande movimentação, como a Rodovia Miguel Melhado Campos (SP-324), que sai do Aeroporto Internacional de Viracopos, passa pelo Jardim Campo Belo, em Campinas, e segue até as cidades vizinhas de Vinhedo e Valinhos. Nesses municípios, moradores de condomínios e bairros também temem ser feitos reféns.

Em Valinhos, relatos em áudio enviados à produção da EPTV Campinas detalham casos em acessos de rodovias da região. Uma moradora que não quis se identificar cita como exemplo o Anel Viário Magalhães Teixeira (SP-83) e a Rodovia Visconde de Porto Seguro, conhecida como Estrada da Coudelaria.

"Os bandidos fecham os carros ou batem nas traseiras para fazer os motoristas parar. E daí vem a ação do sequestro-relâmpago, pra assalto ou pra transferência por pix. Tá amedrontando bastante a gente", diz.

COMO EVITAR

Para o especialista em Segurança, Ruyrillo Pedro Magalhães, o maior rigor na lei poderia ajudar a combater esse tipo de crime, já que a legislação para o crime foi criada e implementada a cerca der 12 anos.  

"Essa lei foi feita pensando em diminuir os números aumentando a pena, mas o infelizmente não está resolvendo. Então, é preciso que a Polícia Civil tenha mais estrutura para investigação", opina.

Por parte da população, ele orienta que, quando chegar em casa, a pessoa tenha cuidado ao abrir o portão e fique em alerta para a aproximação de outros veículos, ou indivíduos. "Ao parar no semáforo, olhe para os lados. É importante avisar a hora que a pessoa vai sair e também o horário de retorno. Tudo isso ajuda, orienta o especialista.

O QUE DIZ A SSP

Procurada para comentar a alta de casos em Campinas e região, a SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) alega que registrou mais de 300 casos deste tipo até o momento em 2021 na RMC (Região Metropolitana de Campinas). A pasta estadual também afirma que monitora os dados sobre sequestros-relâmpagos e justifica que segue fazendo ações para coibir esse tipo de crime. 

(Com a colaboração de Paulo Gonçalves/EPTV Campinas)

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