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Campinas fecha abril com temperatura máxima acima da média

Balanço do Cepagri mostra ainda que chuvas atingiram cerca de 60% do esperado para o mês; veja os dados

| ACidadeON Campinas -

Campinas teve temperaturas acima das médias históricas (Foto: Luciano Claudino/Código19)
 

Campinas fechou o mês de abril com a temperatura máxima média 0,6°C acima do registro típico para o mês, de acordo com os dados coletados pelo Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas Aplicadas à Agricultura), da Unicamp. 

O índice na cidade ao longo dos 30 dias foi de 29,4°C. Na média histórica, de 1991 a 2021, a máxima média foi de 28,8°C. Na média mensal, a cidade teve 23,3°C este ano. Nas últimas três décadas, o dado foi de exatos 23,1°C. 

Na comparação entre as médias das temperaturas mínimas, a alta também foi comprovada, já que no quarto mês de 2022 os termômetros chegaram a 20,2°C. Nos 30 anos anteriores, a média mínima captada pelo Cepagri foi de 19,2°C. 

"Apesar disso, a entrada de uma intensa massa de ar de origem polar foi responsável por derrubar as temperaturas entre os dias 14 e 15, mantendo as mesmas amenas por alguns dias", diz o relatório oficial do Centro. 

A entrada do ar frio no feriado de Páscoa, inclusive, é apontada pelo balanço como responsável por não permitir que as médias fossem mais altas. Com isso, 20 dias do mês fecharam com temperaturas acima dos índices esperados. 

SEM RECORDES 

Apesar de indicar dois períodos de temperaturas mais elevadas, com máximas acima dos 30°C no começo e no final do mês, o balanço feito pelo Cepagri ressalta que não houve recordes de temperatura ao longo do último mês em Campinas. 

As temperaturas mais baixas percebidas em meados de abril, mesmo com o declínio causado pela massa de ar exatamente nos dias 14 e 15, também não causaram qualquer tipo de situação extrema, ou de recorde de frio na cidade. 

CHUVAS E PREOCUPAÇÃO 

Assim como as temperaturas mais elevadas, as precipitações em abril também foram afetadas diretamente pelos bloqueios atmosféricos, principalmente na segunda quinzena, ainda de acordo com o centro de pesquisas meteorológicas. 

O mês teve 40,1 milímetros de chuva, volume 59,3% abaixo da média histórica, de 67,6 milímetros. Além disso, o mês deveria ter, em média, 5,7 dias com chuva acima de 1 milímetro, mas teve apenas um, que resultou em problemas. 

"O volume de quase 40 mm foi o sexto maior registrado em um mês de abril desde 1989, resultando em diversos pontos de alagamento em Campinas e região", ressalta um dos trechos do levantamento do Cepagri da Unicamp. 

O Centro ainda destaca que abril já é o terceiro mês consecutivo no qual as chuvas registradas ficaram abaixo da média climatológica. Para piorar, lembra que o "déficit anual proporcional até o final de abril contabiliza 54 mm". 

MONITORAMENTO 

Responsável pelo monitoramento do panorama hídrico em todo o estado de São Paulo, a sala de situação do Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica) já havia apontado que os últimos anos têm sido críticos na região e no estado. 

A coordenadora do departamento, Ísis da Silva Franco, explica que a piora foi indicada após observação em 50 estações espalhadas pelo território paulista. 

"Monitoramos chuva, nível e vazão. Essas informações nos auxiliam no monitoramento das inundações e da estiagem na bacia. O que a gente tem verificado nos últimos tempos, nos últimos anos, é que tem se agravado", conclui.

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