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Prefeitura de Campinas muda regra para atestados médicos em academias

Atestado médico deixa de ser obrigatório para pessoas com idade inferior a 70 anos; entenda

| ACidadeON Campinas -

Prefeitura de Campinas (Foto: Denny Cesare/Código19)

A Prefeitura de Campinas publicou nesta terça-feira (3), no Diário Oficial, uma nova lei que desobriga academias da cidade a exigirem atestado médico para alunos menores de 70 anos. A exigência do atestado, no entanto, vai depender da avaliação feita pelo educador físico das academias.

A lei altera o artigo 1º da Lei nº 14.405, de 2012, que exigia de alunos de academias a realização prévia e a renovação semestral de atestados médicos.

Na prática, o atestado agora deixa de ser obrigatório para pessoas com menos de 70 anos. Ele será substituído por um questionário de prontidão de avaliação física, e deve ser solicitado nos casos de avaliação feita pelo educador físico nas academias.

Idosos com 70 anos ou mais, no entanto, ainda deverão apresentar o atestado médico para a prática de exercícios, e jovens que tenham menos de 15 anos de idade, só poderão frequentar a academia se tiverem autorização por escrito da mãe, pai ou responsável legal.

COMO VAI FUNCIONAR?


Com a nova lei, fica estabelecido que, a partir de agora, o educador físico será responsável pela anamnese (entrevista de diagnóstico) do aluno, por meio do questionário.

Segundo a Prefeitura, esta será a primeira ferramenta utilizada para viabilizar a prática de atividades físicas para pessoas com idades entre 15 e 69 anos, nas academias, principalmente.

A anamnese contém sete perguntas, que são respondidas pelo próprio aluno e ajudam a identificar se há necessidade de avaliação por um médico antes do início das atividades físicas.

"São questionamentos básicos que também municiam o profissional responsável pelas aulas com informações para estabelecer níveis de força, intensidade e intervalos adequados ao resultado pretendido", informou a Administração.

Segundo o texto da nova lei, o aluno que estiver apto a iniciar as atividades, assinará o questionário de prontidão para atividade física, se responsabilizando pelas informações prestadas.

FACILIDADE


O diretor de esportes, Ângelo Diniz, entende a nova lei como uma ação apoiadora, viabilizada pelos profissionais do Conselho Regional de Educação Física (CREFSP).

"É a facilidade que ajuda a ganhar tempo. Assim, o questionário, proporciona acelerar todo o processo. Aliado ao questionário, o profissional de Educação Física também vai investigar, na própria conversa, algumas situações, para que tudo seja filtrado", concluiu Diniz.

O médico Rogério Araújo, da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, também considera a proposição um avanço que contribui para a saúde da população de Campinas.

"É a possibilidade de ter uma qualidade e estilo de vida mais saudáveis. Os impedimentos lá de trás ficam como aprendizado. A ação conjunta entre a atividade física e a medicina, em plena sintonia, é ganho para todos", finalizou Araújo.

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