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Campinas: 44% dos acidentes são por excesso de velocidade e embriaguez

Houve aumento de mortes de motociclistas, que são as principais vítimas de acidentes fatais na cidade

| ACidadeON Campinas -

 
Prefeitura divulgou balanço dos acidentes fatais no ano passado (Foto: Denny Cesare/ Código 19)

Um levantamento divulgado nesta segunda-feira (9) pela Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) aponta que Campinas teve 144 acidentes fatais no trânsito da cidade no ano passado, com 151 mortes. Desse total, segundo a empresa, 44% foram causados por excesso de velocidade e embriaguez no volante.

Os dados são do Boletim de Vítimas Fatais de Acidentes 2021, divulgado hoje durante o lançamento da campanha Maio Amarelo 2022. 

Segundo o levantamento, o número de óbitos no ano passado foi 16% maior do que em 2020. Houve ainda o aumento de 44% nos óbitos de motociclistas em comparação ao ano anterior. Segundo o órgão, a alta foi a principal responsável pelo total de mortes ocorridas no trânsito. 

LEVANTAMENTO 

De acordo com o boletim, dos 144 acidentes fatais em Campinas em 2021, 78 (52%) foram em vias urbanas e 73 (48%) em rodovias do perímetro urbano. 

O total representa uma média diária de um óbito no trânsito a cada 2,4 dias. Das vítimas fatais, 88,1% eram homens e 11,9% mulheres. 

PRINCIPAIS VÍTIMAS 

Segundo o levantamento, os motociclistas são as principais vítimas fatais desde 2016. No ano passado, das 151 vítimas fatais 69 foram motociclistas. Em seguida foram 41 mortes de pedestres, 30 de ocupantes de veículos automotivos, e 11 de ciclistas. 

"É desesperador pensar que temos um motociclista morto a cada cinco dias, se a gente colocar no calendário anual. Nós temos um pedestre morto a cada nove dias. São números, mas precisamos colocar humanização neles. São pessoas, jovens, que estão perdendo suas vidas", disse Ana Paula Crivelaro, do Departamento de Vigilância em Saúde.  

Dos motociclistas, a faixa etária com mais número de mortes é dos 18 aos 28 anos, com 49,2%. Segundo o prefeito de Campinas, Dário Saadi (Republicanos), o aumento de mortes entre motociclistas está relacionada ao aumento do delivery durante a pandemia. 

"Os acidentes com moto, envolvendo motociclistas nos preocupam muito. Na pandemia, aumentou muito o número de entregas e muitas vezes com condições de trabalho precárias, com o motociclista tendo que fazer várias viagens para ganhar dentro do que necessita. Isso obrigava a pessoa a andar mais rápido, ultrapassar sinais de trânsito, e essa tendência continuou, mas agora nós temos que ter políticas públicas que evitem que essas pessoas sejam vítimas de acidente, que por vezes trazem lesões por toda a vida ou até mesmo um acidente fatal", disse Dário. 

Do total de mortes fatais de motociclistas, 40 aconteceram em trecho urbano, e 29 em rodovias.  

COMPORTAMENTO DE RISCO 

Segundo a Emdec, foi verificado aumento no comportamento de risco de condutores durante a pandemia, com infrações que dobraram no último ano. 

"Desde março do ano passado aumentou número de infração e número de acidentes, aumento de vítimas motociclistas. Nós precisamos fazer a nossa parte, estamos vendo acidentes por excesso de velocidade e consumo de álcool em pleno 2022, são mortes que poderíamos evitar", disse Vinícius Riverete, presidente da Emdec.  

Segundo a Prefeitura, velocidades mais altas aumentam a chance de morte de pedestres e ciclistas em acidentes.

"Um atropelamento a uma velocidade de 60 km/h equivale a aproximadamente uma queda do sexto andar e 98% de risco do pedestre morrer", informou a Administração. 

AÇÕES MAIO AMARELO 

Diante desses números, a Prefeitura anunciou campanhas no Maio Amarelo, para conscientização dos acidentes e mortes no trânsito.

Segundo a Administração, serão ampliadas ações na Avenida John Boyd Dunlop, e no Centro. Estão previstas também ações em escolas, curso sobre uso de capacete, e passeio ciclístico. Prédios públicos também estão sendo iluminados com luz âmbar.

Vale lembrar que neste ano a Prefeitura também lançou a campanha "JBD: morte zero no trânsito", buscando zerar o número de acidentes fatais na avenida e conscientizar a população. No final do ano passado, a administração também anunciou a ação "3Rs - Respeite, Repense, Reduza", para tentar reduzir mortes de motociclistas no trânsito da cidade.
 


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