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Comércio eletrônico da RMC cresce 19,5% e fatura R$ 415 milhões

Levantamento é comparativo de março de 2022 e mesmo período em 2021; veja mais dados

| ACidadeON Campinas -

E-commerce segue aquecido na região de Campinas (Foto: Pixabay)
 

O comércio eletrônico na RMC (Região Metropolitana de Campinas) cresceu 19,5% em março deste ano comparado ao mesmo período do ano passado. O dado é do levantamento das vendas do comércio da Boa Vista - SCPC, avaliado pelo departamento de Economia da ACIC (Associação Comercial e Industrial de Campinas).

De acordo com o estudo, o faturamento em março deste ano foi de R$ 415,5 milhões, enquanto no mesmo mês no ano passado foi de R$ 347 milhões. Vale dizer que em março de 2022, a região e o estado de São Paulo viviam o período de restrição máximo da pandemia de covid-19.

Na época, por conta da alta de casos e mortes, o comércio físico estava fechado, o que já alavancou as vendas on-line. Atualmente, elas continuam aquecidas no e-commerce.

Já em relação às vendas físicas, o faturamento de março deste ano foi calculado em R$ 1,9 bilhão, representando 7,69% a mais do total faturado no mesmo período de 2021, que foi de R$ 1,8 bilhão.

CATEGORIAS

Na categoria de "Bens Não Duráveis", as vendas nos postos de combustíveis evoluíram em 9,15% em março deste ano, nos supermercados, em 7,85% e, nas drogarias e farmácias, em 4,8%.

Em relação aos "Bens Duráveis", o comércio de materiais de construção expandiu em 4,1%, enquanto que o segmento de vestuário evoluiu em 1,05%, no mesmo período. Já no setor de Serviços, o Turismo e os Transportes cresceram em 1,75%, e, os Bares e Restaurantes, em 0,45%.

FATURAMENTO DO COMÉRCIO

O faturamento do comércio (vendas físicas) de Campinas cresceu 8,48%, em março de 2022, em relação a março de 2021, passando de R$ 763,1 milhões para R$ 827,8 milhões,

"Ainda sob o efeito de forte expansão do nível inflacionário, mesmo com a queda nas taxas de Covid-19 devido ao aumento da vacinação em massa da população", como explica o economista e diretor da ACIC, Laerte Martins. Se comparado com fevereiro deste ano, houve queda de 13,91%. As compras à vista aumentaram 13,68% enquanto que as vendas a prazo cresceram apenas 4,43%, no mês.

Para Laerte Martins, o Varejo Restrito de Campinas e região apresentou uma evolução baixa nos números, principalmente quando comparado com os elevados dados das vendas ao consumidor final do final de dezembro de 2021, período que ainda estava sob o efeito da pandemia.

"A expansão do PIB (Produto Interno Bruto) Nacional para 2022 não deve ultrapassar 1%, podendo se tornar negativo, dependendo da inflação dos atuais Indicadores Econômicos e, também, com os efeitos da guerra da Rússia com a Ucrânia. A previsão para os próximos meses de 2022, para o varejo de Campinas e Região, não é nada promissora, inclusive por ser um ano eleitoral e de muita instabilidade econômica nacional e mundial", analisa o economista.

INADIMPLÊNCIA

Outro dado apontado pela Acic é a inadimplência em Campinas, que em março de 2022 teve uma redução de 7,79% em relação a março de 2021. No acumulado deste ano (janeiro a março) foram gerados cerca de 56.223 carnês/boletos, que não foram pagos, o que corresponde a R$ 40,3 milhões em valores de endividamento dos consumidores campineiros.

Na comparação com o mesmo período do ano passado (primeiro trimestre), o recuo na inadimplência foi de 3,56%.

Na RMC, a inadimplência acompanhou Campinas, com saldo de 3,52%. Foram gerados em março 133.864 carnês/boletos não pagos, o equivalente a R$ 96,4 milhões em endividamento. A avaliação é do departamento de Economia da Associação Comercial e Industrial de Campinas, a partir de dados da Boa Vista - SCPC.

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