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Comitê mantém recomendação de uso de máscaras em escolas

Decisão é divulgada dias após aprovação de PL que torna facultativa a utilização nos ambientes escolares; veja detalhes

| ACidadeON Campinas -

Pátio de escola em Campinas (Foto: Denny Cesare/ Código 19)
 

Em uma nota técnica publicada na tarde desta quinta-feira (12), o Comitê Municipal de Enfrentamento da Pandemia de Campinas manteve a decisão da utilização de máscaras em locais fechados nas escolas da cidade.

De acordo com a Prefeitura, o grupo tomou esta decisão "com base na alta ocupação de leitos neonatais e pediátricos", na dificuldade em ampliar as estruturas e "na baixa cobertura vacinal contra a covid-19".

Ainda de acordo com o município, a baixa exposição das crianças aos vírus respiratórios durante a pandemia, que deixou suscetíveis mais pessoas desta faixa etária, também foi citada pelos especialistas.

"Outro argumento utilizado foi que a frequência nas escolas é obrigatória, enquanto festas e shoppings, por exemplo, são facultativas e decididas pelas famílias das crianças", completou o comunicado.

No texto sobre a definição do comitê, a Administração também alega que todas as decisões "são reavaliadas diariamente" e que qualquer mudança será decidida "com base no controle da situação epidemiológica".   

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PROJETO DE LEI

O parecer do comitê ocorre três dias depois da aprovação na Câmara Municipal do PL (Projeto de Lei) que torna facultativa a utilização da proteção em todos os ambientes escolares. O texto ainda aguarda sanção.

Na sessão do último dia 9, no entanto, os vereadores também aprovaram uma emenda que determina que o uso será facultativo apenas para crianças com o ciclo vacinal completo.

Com isso, conforme o texto complementar, a utilização da proteção facial segue obrigatória para crianças que ainda não tomaram as duas doses ou a dose única do imunizante contra a covid-19. 

OUTROS LOCAIS


Em março, a Prefeitura de Campinas publicou o decreto que retirou a obrigatoriedade do uso de máscaras de proteção contra a covid-19 em ambientes fechados. Apesar da liberação, em escolas dos ensinos infantil, fundamental e médio o uso segue obrigatório, devido à baixa adesão vacinal.

Na época, a vacinação infantil estava abaixo do esperado, e atualmente a cobertura também é aquém do ideal. Segundo o último boletim epidemiológico, divulgado na semana passada, apenas 56,3% das crianças com idade entre 5 e 11 anos recebeu a primeira dose da vacina.

SITUAÇÃO DOS LEITOS

Todos os 34 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) exclusivos para crianças no SUS Municipal de Campinas estão ocupados pelo quarto dia seguido. O boletim da secretaria de Saúde foi divulgado nesta quinta-feira.

A pasta detalhou ainda a taxa de utilização das outras redes. No SUS Estadual, 90% da estrutura está ocupada. O índice de uso era o mesmo ontem. Nos hospitais privados, a taxa é de 86,6%. Nesta terça, a ocupação era de 86,5%.

Somando todas as unidades da cidade, dos 99 leitos de UTI Infantil, 91 estão em uso, o que corresponde a 91,9%. Há oito leitos livres. Entre os 91 pacientes internados, 60 estão com SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave).

Os leitos de UTI infantil estão disponibilizados da seguinte maneira:

SUS Municipal- 34 leitos; todos estão ocupados, o que equivale a 100% de ocupação. Não há leitos disponíveis.

SUS Estadual - 20 leitos, dos quais 18 estão ocupados, o que equivale a 90% de ocupação. Há 2 leitos livres.

Particular - 45 leitos, dos quais 39 estão ocupados, o que equivale a 86,6% de ocupação. Há 6 leitos disponíveis.

ENFERMARIA INFANTIL

Campinas divulgou também que a fila de espera por leitos e enfermaria tem hoje 26 crianças, uma a mais em relação a ontem.

A cidade disse que há 59 crianças internadas em enfermarias do SUS Municipal e que as 26 esperam por vaga prontos-socorros.

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