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Bom Prato do HC de Campinas segue sem prazo para construção

Construção de unidade próxima ao hospital da Unicamp, em Campinas, foi autorizada em dezembro de 2018, mas não saiu do papel

| ACidadeON Campinas -

Fachada do HC de Campinas (Foto: Reprodução/EPTV Campinas)

Três anos e meio depois do contrato assinado, a unidade do Bom Prato ao lado do HC (Hospital de Clínicas), da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), continua sem prazo para ser construída.

A segunda unidade do programa estadual que oferece refeições a R$ 1 para pessoas em situação de vulnerabilidade foi autorizada em dezembro de 2018. Na época, a autorização para trazer o programa para Barão Geraldo foi assinada pelo então governador Márcio França (PSB).

A expectativa era que a construção do prédio e início do atendimento no restaurante ocorresse até 2020. No entanto, o projeto, até o momento, não saiu do papel.

Sobre o caso, a secretaria de Desenvolvimento Social do Estado informou que mantém o diálogo com a universidade de Campinas. "A Unicamp ficou de avaliar as exigências do Programa Bom Prato para se construir uma nova unidade, como: arcar com 50% do custo das refeições, e com os valores de investimento e construção dessa unidade".

Em resposta, a Unicamp está avaliando e estudando internamente as exigências. O Bom Prato no HC seria uma opção mais viável financeriamente para atender os pacientes do hospital, além de funcionários e outras pessoas do distrito de Barão Geraldo.

Atualmente, Campinas tem uma unidade do Bom Prato, que fica na Avenida Moraes Salles, no Centro. No começo deste mês, o atual governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), anunciou a prorrogação da oferta de refeições gratuitas a moradores de rua até 31 dezembro de 2022. A medida inclui todas as 63 unidades do programa e mais as 17 unidades do Bom Prato Móvel.

COMO FOI A AUTORIZAÇÃO DO HC

Em 2018, o então reitor da Unicamp Marcelo Knobel disse que a solicitação para a nova unidade do restaurante no local foi feita um ano antes pela universidade. A proposta era que o Bom Prato fosse construído em um terreno onde fica a área hospitalar da universidade, ao lado do atual PS (Pronto-Socorro).

A expectativa era, a princípio, oferecer 1,5 mil refeições por dia e 300 cafés da manhã. O almoço teria custo de R$ 1 e o café da manhã, de R$ 0,50.

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