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Região de Campinas confirma 2º caso de varíola dos macacos

Homem de 28 anos mora em Indaiatuba e viajou recentemente para a Europa; contaminação foi comprovada pelo Adolfo Lutz

| ACidadeON Campinas -

Representação do vírus da varíola (Foto: Reprodução/Pixabay)
 

Um homem de 28 anos, morador de Indaiatuba e com viagem recente à Europa é o segundo caso de varíola dos macacos na RMC (Região Metropolitana de Campinas). A informação foi confirmada na tarde desta quinta-feira (16).

A infecção é considerada importada e foi comprovada pelo Instituto Adolf Lutz. Segundo a pasta de Saúde de Indaiatuba, o paciente foi atendido no Hospital Santa Ignês da rede particular, passa bem e cumpre isolamento domiciliar.

O homem, que é acompanhado pelo Departamento de Vigilância Epidemiológica da cidade, é o quarto caso em São Paulo e o sexto no Brasil.

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NA REGIÃO  

O primeiro caso da doença na RMC foi confirmado no último dia 11 pela secretaria de Saúde de São Paulo. O infectado é um homem morador de Vinhedo e o caso também é considerado importado, já que o paciente, de 29 anos, tem histórico de viagem para Portugal e Espanha. 

Conforme a pasta, ele teve os sintomas e as primeiras lesões na pele ainda na Europa e está isolado na casa onde mora, em Vinhedo. "A Vigilância Epidemiológica do município, em parceria com o Estado, monitora o caso e seus respectivos contatos", informou o governo.

A secretaria de Saúde de Vinhedo afirmou que o homem está isolado, em baixo risco de transmissão e evoluindo bem.


A pasta afirmou ainda que está em monitoramento com o homem e em contato com a família, que está assintomática. Segundo a pasta, todos estão isolados e vão ser acompanhados por 21 dias. Portanto, ao menos até o início de julho. 

A DOENÇA

Também conhecida como monkeypox, a varíola dos macacos é uma doença viral transmitida por contato próximo ou íntimo com um infectado, com lesões de pele ou ainda por contato com objetos e tecidos utilizados por infectados.

Não há tratamento específico, mas os quadros clínicos tendem a ser leves de modo geral e requerem cuidados, além de observação das lesões nos pacientes.

QUAIS OS SINTOMAS?

Febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, linfonodos inchados, calafrios ou cansaço podem aparecer como os primeiros sintomas. De um a três dias após o início desses sintomas, as pessoas desenvolvem lesões de pele. As lesões podem aparecer nas mãos, boca, pés, peito, rosto e ou regiões genitais.

COMO SE PREVENIR?

- Evitar contato próximo com a pessoa doente até que todas as feridas tenham cicatrizado;

- Evitar o contato com qualquer material, como roupas de cama, que tenha sido utilizado pela pessoa doente;

- Higienização das mãos, lavando-as com água e sabão e/ou uso de álcool gel.


VACINA JÁ FOI APLICADA

Aplicada contra a varíola tradicional ou humana, a vacina chamada de smallpox mantinha alguma proteção contra a varíola dos macacos. Segundo o Instituto Butantan, porém, esse imunizante deixou de ser aplicado há anos no páis.

O motivo para a interrupção da imunização, ainda conforme o instituto, é que a varíola humana foi erradicada no início da década de 1980. Com isso, pessoas com idade inferior a 40 anos nunca tiveram a oportunidade de ser imunizadas.

Atualmente, há outra dose contra a varíola humana, indicada também contra a varíola dos macacos. O imunizante é produzido pela farmacêutica Bavária Northean, mas não em larga escala e, portanto, não em quantidade suficiente.

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