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Aumento do diesel preocupa indústria na região de Campinas

Pesquisa do Ciesp Campinas aponta que 90% dos associados sentiram os impactos dos aumentos das matérias-primas

| ACidadeON Campinas -

Indústrias sofrem impacto do aumento das matérias-primas, segundo Ciesp-SP (Foto: Reprodução/EPTV)
 

Os custos do diesel e das matérias-primas usadas pelas indústrias da RMC (Região Metropolitana de Campinas) preocupam a maioria dos associados à regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo).

Segundo a pesquisa mensal da entidade, 90% dos participantes do levantamento notaram o aumento de componentes fundamentais para a produção regional. Para a entidade, a alta do diesel é mais um problema.

O primeiro vice-diretor do Ciesp Campinas, Valmir Caldana, prevê impactos em cadeia. "Esses aumentos continuam pressionando. Preocupa o recente aumento no óleo diesel e seus possíveis reflexos nos transportes e fretes", diz. 

A Petrobras anunciou no último dia 17 os reajustes de 5,2% no preço da gasolina e de 14,2% no preço do diesel. Os novos valores passaram a vigorar no dia seguinte, quando os postos começaram a repassar os novos índices. 

Apesar do aspecto negativo dos dados, os resultados coletados pelo Centro indicam aumento na produção e no faturamento neste último mês. Com isso, uma parcela dos entrevistados pretende investir e ampliar a automação.

O Ciesp Campinas conta com 494 empresas associadas, distribuídas em 19 municípios da região. Essas empresas empregam 98.894 colaboradores.

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PRODUÇÃO E FATURAMENTO


Entre os principais indicadores de desempenho da sondagem, o aumento do volume de produção em junho foi notado por 44% das empresas associadas em relação ao mês anterior. Já o faturamento aumentou para 52% das associadas.

Sobre a produção, 60% das empresas disse que utiliza de 70,1% a 100% da capacidade instalada, o que confirma os dados de produção e faturamento.

Além disso, 72% da indústria da região de Campinas pretende avançar no seu processo de automação. Já 24% das empresas estão satisfeitas com o atual estágio de automação, enquanto 4% respondeu não ter avaliação do processo.

Na esteira desses índices, o nível de empregados permaneceu estável para 64% e o aumento de funcionários foi percebido por 20% das indústrias respondentes.

INVESTIMENTOS

Segundo a pesquisa, 44% das empresas informaram que não farão investimento para a ampliação da capacidade produtiva para os próximos 12 meses.

O uso da energia fotovoltaica é avaliada por 72% das empresas. A modalidade é usada por 8% das empresas, enquanto 4% a usam juntamente com a energia elétrica. Já 16% das respondentes não pretendem utilizar a fotovoltaica.

BALANÇA COMERCIAL

Em maio de 2022, o valor exportado pelas indústrias da RMC foi de US$ 308,2 milhões, total 30,7% maior que em maio de 2021. Já as importações no mesmo mês foram de US$ 1,2 bilhão, 23,1% maior do que em maio do ano passado.

Os dados apresentados pelo diretor do Departamento de Comércio Exterior do Ciesp Campinas, Anselmo Riso, o saldo em maio de 2022 foi negativo em US$ 910,9 milhões. O montante é 20,7% maior do que o registrado em maio de 2021.

Na soma das exportações e importações, a corrente de comércio exterior regional em maio de 2022 foi de US$ 1,5 bilhão, 24,6% maior do que em 2021. Ainda conforme os resultados, as principais cidades exportadoras foram essas:

- Campinas: 28,9%

- Paulínia: 28,2%

- Sumaré: 11,5%

- Mogi Guaçu: 8,6%

- Amparo: 6,4%


Já a lista com os municípios da RMC que mais importaram é a seguinte:

- Paulínia: 44,9%

- Campinas: 23,1%

- Jaguariúna: 8,1

- Sumaré: 7,6%

- Hortolândia: 6,9%


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