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Hepatite misteriosa: Campinas, Indaiatuba e Hortolândia têm casos suspeitos

No estado de SP, são 32 casos suspeitos de hepatite misteriosa; veja sintomas

| ACidadeON Campinas -

Entrada do HC da Unicamp (Foto: Reprodução/EPTV Campinas)

As cidades de Campinas, Indaiatuba e Hortolândia tem casos suspeitos de hepatite misteriosa,
doença que ataca o fígado e tem causa desconhecida. A informação é da secretaria estadual de Saúde de São Paulo. No estado, são 32 casos em investigação em 21 cidades paulistas e não há óbitos.

No Brasil, ainda não há caso de hepatite misteriosa confirmado. A doença chama a atenção por ter um número expressivo de casos confirmados no mundo, principalmente na Europa, atingindo crianças que não tinham doenças anteriores. São mais de 300 casos identificados.

Em Campinas, são 6 casos suspeitos, sendo em duas crianças moradoras da cidade. Uma chegou a ser internada e já recebeu alta e a outra nem precisou de internação. As outras quatro pessoas não são moradores da cidade. 

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Confira detalhes de Campinas:

- Criança de 7 anos, do sexo feminino. Foi internada, mas já teve alta. Faz acompanhamento ambulatorial e apresenta melhoras nos sintomas.

- Criança de 2 anos, sexo masculino. Sem internação. Segue acompanhamento ambulatorial e apresenta melhoras nos sintomas.

- Ambos os casos de Campinas seguem em investigação.


OUTRAS CIDADES

Em Indaiatuba foi um registro de um morador da cidade que foi atendido com a suspeita no HC (Hospital de Clínicas) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

Hortolândia disse que até o momento não há caso confirmado ou suspeito da Hepatite de Causa de Desconhecida no município. "Secretaria Municipal de Saúde está em diálogo com a Secretaria Estadual para consolidar os dados, mas os prazos para as confirmações não são precisos", disse em nota.

SINTOMAS

Os sintomas da nova forma da doença, que está atingindo principalmente crianças até 5 anos, a princípio, são os mesmos de uma hepatite comum, que é uma inflamação no fígado. Só que a origem da inflamação ainda permanece sem respostas.

É importante que os pais e responsáveis fiquem atentos aos sintomas característicos de hepatite aguda nas crianças, como:

- vômitos

- diarreias

- náuseas

- dor abdominal

- pele e olhos amarelados


Se houver qualquer suspeita, elas devem ser imediatamente levadas a um serviço de saúde para que possam ser avaliadas e tratadas de forma adequada.

EM MAIO

Em maio, o HC da Unicamp divulgou que investigava dois casos de hepatite misteriosa em crianças. A informação foi confirmada na tarde do dia 27.

Em nota, o Núcleo de Vigilância Epidemiológica e a equipe de pediatria do hospital da Unicamp confirmaram que, em meados de maio, foram detectados dois casos suspeitos de hepatite aguda de etiologia desconhecida.

Uma das crianças apresentou apenas acolia fecal (fezes esbranquiçadas) e a outra teve icterícia (pele e olhos amarelados), febre, acolia fecal e colúria (urina cor de Coca-Cola).

No laboratório de patologia clínica do hospital foi constatado por meio de exames laboratoriais, o aumento das transaminases (enzimas hepáticas).

O quadro clínico das duas crianças era considerado estável na época e uma delas. Os dois casos foram notificados para a Vigilância Epidemiológica do município e do estado, e as amostras clínicas foram enviadas para o Instituto Adolfo Lutz para análises complementares.

HIPÓTESES


A primeira hipótese foi levantada por autoridades de saúde do Reino Unido. Lá, os primeiros casos foram registrados e tratava-se de uma hepatite causada por um adenovírus. Estudos mostraram que até 70% dos doentes testaram positivo para o adenovírus 41F. Ele afeta mais crianças, jovens e pessoas imunossuprimidas. Provoca resfriado ou problemas intestinais.

"Inicialmente achou-se que o adenovírus seria a causa das hepatites agudas, mas o fato é que ele não aparecia em todos os casos", explicou o infectologista Marcelo Simão, da Universidade Federal de Uberlândia, em Minas. "Em muitas crianças que apresentaram quadros graves não foi possível isolar o vírus; e em algumas na qual foi feito um transplante não se achou o vírus no fígado retirado."

Especialistas notaram também que muitas crianças tinham tido covid-19 antes da hepatite aguda. Um estudo publicado na Lancet na semana passada propôs, então, nova hipótese. Segundo o trabalho, uma combinação entre as duas infecções estaria provocando a doença hepática aguda.

Partículas remanescentes do Sars-CoV-2 no trato intestinal das crianças estariam servindo de gatilho para uma reação exagerada no sistema imunológico a uma infecção posterior pelo adenovírus 41F. A proteína spike do coronavírus é considerada um superantígeno. Ela torna o sistema imunológico mais sensível. Assim, potencializaria o efeito do adenovírus 41F. Normalmente, esse vírus não provoca problemas mais graves. (Com informações da EPTV Campinas e Agência Estado). 

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