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Varíola dos macacos: Saúde recomenda que grávidas e lactantes usem máscaras

Gestantes, puérperas e lactantes devem se manter afastadas de pessoas que apresentem febre e lesões cutâneas

| Estadao Conteudo -

Ministério emitiu alerta sobre gestante, puérperas e lactantes (Foto: Rodrigo Nunes - ASCOM/MS) 

 
O Ministério da Saúde recomendou nesta segunda-feira, dia 1º, que grávidas, puérperas e lactantes mantenham o uso de máscaras em locais fechados como forma de prevenir a infecção pela varíola dos macacos.  

A pasta também orienta que esse grupo de mulheres use preservativo nas relações sexuais, uma vez que a transmissão pelo contato íntimo é apontada como uma das causas do novo surto.

O alerta para o uso de camisinha vale para o sexo vaginal, oral e anal, diz a nota técnica do ministério. Embora a doença esteja avançando mais velozmente entre homens que fazem sexo com outros homens, especialistas afirmam que o vírus deve, em breve, se espalhar para outros grupos.  

 
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Ainda conforme o documento, gestantes, puérperas e lactantes devem se manter afastadas de pessoas que apresentem febre e lesões cutâneas. Em casos de sintomas suspeitos, elas devem procurar ajuda médica. Para pacientes sintomáticos, a recomendação é manter isolamento por 21 dias e monitorar os sinais da doença - se persistirem, é preciso fazer novo teste. 

ANTIVIRAL 
 
Ontem (2), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou, em seu perfil no Twitter, que o Brasil receberá o antiviral tecovirimat para combater a varíola dos macacos.

Na última sexta-feira, 29, a pasta confirmou a primeira morte pela doença no País, em Belo Horizonte (MG).

"O Ministério da Saúde receberá, por intermédio da OPAS (@pahowho), o antiviral tecovirimat para reforçar o enfrentamento ao surto de Monkeypox no Brasil. Serão contemplados casos mais graves em um primeiro momento", escreveu Queiroga, em referência à Organização Pan-americana de Saúde (Opas). O ministro não informou, contudo, quando o País receberá o antiviral, nem o número de doses.

A primeira morte por varíola dos macacos no Brasil foi de um homem de 41 anos, que tinha, de acordo com o Ministério da Saúde, imunidade baixa e comorbidades, incluindo câncer, quadro que foi agravado pela varíola. 

ATENDIMENTO

O atendimento para os casos suspeitos de monkeypox está disponível em toda a rede municipal de saúde, como unidades básicas de Saúde (UBSs), prontos-socorros e pronto atendimentos. A rede foi capacitada e conta com insumos para coleta de amostras das lesões cutâneas (secreção ou partes da ferida seca) para análise laboratorial.

TRANSMISSÃO


A transmissão no mundo vem ocorrendo de pessoa para pessoa. A infecção surge a partir das feridas, fluidos corporais e gotículas do doente. Isso pode ocorrer mediante contato próximo e prolongado sem proteção respiratória, contato com objetos contaminados ou contato com a pele, inclusive sexual.

O tempo de incubação do vírus varia de cinco a 21 dias. O sintoma mais característico é a formação de erupções e nódulos dolorosos na pele. Também pode ocorrer febre, calafrios, dores de cabeça, dores musculares e fraqueza. (Com informações da Agência Brasil) 
 
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