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Lixo: licitação de R$ 800 mi descarta aterros

Campinas publicará em até 60 dias o novo edital para a licitação do lixo domiciliar no município

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Divulgação
O novo edital desenha como será o organograma do lixo da cidade

Campinas publicará em até 60 dias o novo edital para a licitação do lixo domiciliar no município. A estimativa é que o investimento a ser feito ficará em torno de R$ 800 milhões com a operação e investimentos. O novo edital desenha como será o organograma do lixo da cidade com a construção de três usinas de tratamento do lixo (reciclagem, compostagem e carvão do lixo) abandonando de vez os aterros sanitários.

Diariamente são coletadas cerca de 1,3 tonelada de lixo domiciliar diariamente. Desde o ano passado a Secretaria de Serviços Públicos está trabalhando no novo edital. De acordo com o secretário da pasta, Ernesto Dimas Paulella, a estrutura foi desenhada por uma empresa por meio de uma Parceria Público Privada (PPP). “Desde o ano passado estamos nesse processo de anunciar que a Prefeitura tem interesse de receber propostas para o tratamento do lixo. Só um consórcio apresentou uma ideia de coletar o lixo, transportar e montar usinas de tratamento. A Prefeitura analisou e fez uma série de apontamentos técnicos nessa proposta. A partir daí fizemos nosso edital com as ideias necessárias para Campinas”, afirmou.


Segundo o secretário, a ideia é montar uma usina de compostagem do lixo orgânico, uma de reciclagem  e outra de transformação de rejeitos em combustível derivado de resíduos (carvão do lixo), chamado de CDR. “A empresa que desenvolver esse processo vai receber rendimento a partir desse volume e venderá para outras empresas que compram material do tipo transformado”, afirmou.

Outra obrigatoriedade do edital será que a nova empresa prestadora do serviço de lixo terá que implantar a coleta mecanizada em 100% dos bairros do município em até cinco anos. A empresa atual não conseguiu cumprir a meta de implantar o sistema em 50% dos bairros até 2018; 70% entre 2019 e 2022 e 100% até 2033. Atualmente a nova proposta prevê chegar a 30% até 2018. Segundo a Administração a meta não foi alcançada devido à crise econômica. “A atual empresa Renova tem mais dois anos de trabalho, mas podemos interromper caso seja necessário”, afirmou.

O secretário disse que a ideia é copiar modelos europeus de coleta urbana. “Esse é um conceito utilizado na Alemanha, Inglaterra, Franca e Suíça. A empresa é remunerada por tonelada de lixo que irá tratar e coletar. A ideia é transformar o lixo orgânico em adubo orgânico e será utilizado para venda e também para ser usado na cidade, isso na usina de compostagem. Na usina de reciclagem haverá rejeito que irão para a terceira que se transforma no carvão do lixo”, explicou.

O lixo

Atualmente, Campinas deposita os resíduos no aterro particular da Usina Estre, em Paulínia. No local, o lixo é reciclado e tratado de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), em vigor desde 2012. A Administração desembolsa R$ 40 milhões por ano para fazer o transbordo e acondicionamento do lixo.

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