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Em 30 anos, Campinas já tombou mais de 760 patrimônios

Estudo do Condepacc mostra a atuação empenhada em preservar a história do município

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Divulgação
Os edifícios remanescentes da Fazenda Pau d'Alho representam um valioso documento histórico e arquitetônico

Um balanço divulgado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc) mostra que nos últimos 30 anos foram tombados 762 bens (imóveis e ambientais) no município. Esse número é parte dos 355 processos abertos desde 1988, sendo que destes 142 foram tombados. Outros 607 bens estão em processo de estudo de tombamento na Coordenadoria Setorial do Patrimônio Cultural (CSPC).

Os dados constam no estudo ‘Evolução Histórica da Política Patrimonial em Campinas de 1988 a 2016’, apresentado durante a reunião ordinária no final de maio. De acordo com o documento, a maioria dos bens tombados refere-se a imóveis ferroviários e residências situadas no Centro Histórico.

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O edifício do Colégio Carlos Gomes foi inaugurado em 14 de abril de 1924

Na categoria denominada “arruamentos” há uma concentração maior nos distritos de Sousas e Joaquim Egídio em virtude do Processo 002/03 que contempla o tombamento dos traçados e caminhos urbanos destas áreas.

De acordo com a Coordenadoria, menos de 5% do total de bens tombados são classificados como industriais, e não são pertencentes à ferrovia. Já os bens ferroviários tombados no período representam 18,69% do total.

Entre os bens que estão em processo de estudo de tombamento existe uma grande quantidade de áreas de valor ambiental (134 ao todo), e que caracterizam-se por florestas e áreas de cerrado. Esse volume de bens ambientais representam 23,56% destes Processos.
 

Rosangila Romanin
A Catedral Metropolitana foi um dos primeiros bens tombados, em 1988

Na categoria industrial repete-se a concentração de bens ferroviários (dos 158 bens industriais em Processo de Estudo de Tombamento), equivalente a 26,03% dos bens em estudo - apenas um se refere à indústria exclusive ferrovia.

BENS ARQUIVADOS

Durante a apresentação, o historiador Henrique Anunziata detalhou que do total de bens arquivados, 52,86% se refere a bens residenciais, “evidenciando a seletividade da política patrimonial que privilegiou, nos 30 anos de atuação do Condepacc, o reconhecimento do valor patrimonial de bens associados ao período da cafeicultura”, destacou.

Sendo a primeira cidade do interior do Brasil a ter um Conselho de Patrimônio, Campinas adquiriu conhecimento e tecnologia para a preservação de seus bens. Segundo Anunziata, todo o trabalho do Condepacc está digitalizado, o que facilitou no agrupamento dos dados desde o início do Conselho.

 

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