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Sonho do campineiro, metrô está longe de ser realidade

Podem tirar o cavalinho da chuva: cidade não terá trem subterrâneo pelo menos até 2040

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Estacão abandonada do VLT: experiência mais próxima do metrô que Campinas já teve

"Próxima parada, estação Glicério. Acesso à linha azul. Desembarque pelo lado esquerdo do trem." Quem mora em Campínas e precisa se locomover pela cidade certamente já se perguntou: por que não temos um metrô?

Afinal, trata-se de um transporte rápido e prático, que poderia levar o passageiro do Taquaral até o Campo Grande em poucos minutos. Além, é claro, de dar um novo status para a cidade, e mais conforto para seus 1,1 milhão de habitantes. Mas... não é assim tão simples.

O Plano Viário de Campinas, que está sendo desenvolvido pela Emdec (Empresa de Desenvolvimento de Campinas), não prevê a instalação de metrô na cidade pelo menos até 2040. O presidente da empresa e secretário de Transportes, Carlos José Barreiro, explica porquê.

"Fazer um metrô custa muito caro. Para justificar uma obra desse porte, seria necessária uma demanda de ao menos 65 mil passageiros por hora, nos dois sentidos de determinado trecho", diz Barreiro. "No nosso estudo, não identificados esse potencial, pelo menos não nos próximos 25 anos. Seria desperdício de dinheiro público", completa.

Como efeito de comparação, o BRT, que está começando a ser implantado, prevê 40 mil passageiros por hora nos horários de pico.

Mas, caso existisse um metrô, será que mais pessoas não se animariam para usar o sistema de transporte público? "Nosso estudo considera essa variável. A questão é que não há adensamento populacional previsto para justificar um metrô", responde o secretário.

Outro problema é o custo para instalação do metrô. Ele custaria de R$ 450 a R$ 600 milhões por quilômetro. O valor é o mesmo de todo o corredor do BRT, que terá 35km e está orçado em R$ 451 milhões. "Isso sem considerar o transtorno que seria construir as linhas do metrô em uma área urbana já existente", lembra Barreiro.

Barreiro também rebate os entusiastas da ideia que usam cidades como Paris e Nova York, que têm metrôs centenários, construídos em uma época que não havia demanda para o transporte. "O mundo era outro, a visão urbana era outra, a facilidade de implementação era outra, o custo era outro. Não tem como comparar com os tempos atuais", conclui.

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