O prefeito Dário Saadi (Republicanos) determinou a suspensão do resultado final do concurso para residência médica da Rede Mário Gatti após denúncias de fraudes. Alguns candidatos relataram supostas irregularidades envolvendo a prova e, inclusive, encaminharam uma denúncia ao MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) sobre o caso.
Os denunciantes apontam falhas na fiscalização do processo seletivo que podem ter facilitado a realização de fraudes durante a prova, evidenciada por resultados idênticos entre alguns candidatos (saiba mais abaixo).
A prova foi realizada no final do mês de janeiro na unidade da Universidade São Francisco no Swift e na Unimetrocamp. Ao todo, foram 2.373 inscritos concorrendo às 123 vagas oferecidas em 20 especialidades, uma proporção de 19,2 candidatos por vaga.
Entenda a suspensão do concurso de residência da Rede Mário Gatti
O resultado do certame foi suspenso após o prefeito tomar conhecimento das denúncias pelas redes sociais. O caso repercutiu com uma publicação do médico e professor de um cursinho preparatório, Daniel Haber Feijó, sobre o assunto. O vídeo já ultrapassa 146 mil visualizações no Instagram.
Segundo a Rede Mário Gatti, a decisão se mantém até que a Consesp (Consultoria em Concursos Pesquisas Sociais), responsável pelo concurso, faça a revisão de todas as provas para apurar as denúncias levantadas por alguns candidatos.
“A empresa foi contratada por licitação pública para a realização de todo o processo e a Rede Mário Gatti não tem acesso às provas. A Rede Mário Gatti informa, também, que está à disposição do Ministério Público para prestar os esclarecimentos necessários para garantir a lisura do concurso para residência médica”, diz a nota.
Em um vídeo publicado nesta segunda-feira (10) em seu perfil no Instagram, Dário Saadi relata que ficou sabendo da suspeita de fraude envolvendo a prova e determinou uma “apuração rigorosa” junto ao Mário Gatti. “Não vou admitir qualquer suspeita, qualquer dúvida sobre a prova de residência”, disse.
Ele também informa que vai acompanhar os passos da investigação e comunicar assim que tiver novidades sobre o processo.
O que diz a denúncia enviada ao Ministério Público
A denúncia enviada ao MP-SP relata que foram observadas irregularidades que “comprometeram a transparência e a igualdade de oportunidades entre os candidatos, bem como alguns fatos que apontam para uma possibilidade de fraude externa”.
O documento elenca diversas falhas na fiscalização do processo seletivo, como ausência de coleta de assinaturas, de lacre dos aparelhos eletrônicos e de um fiscal para acompanhar os candidatos que pediram para ir ao banheiro durante a realização da prova.
Além disso, aponta que cinco candidatos aprovados em Oftalmologia e Otorrinolaringologia obtiveram exatamente as mesmas notas e acertaram a mesma quantidade de questões em áreas específicas, o que pode indicar uma fraude.
Ao acidade on, o MP-SP informou que a representação foi protocolada na última quinta-feira (6) e está na fase de apuração.
Sobre o concurso
Ao todo, o concurso aberto no final do ano passado ofereceu 123 vagas distribuídas entre 20 especialidades médicas. O processo seletivo incluiu uma prova objetiva, que aconteceu no final de janeiro. Para se inscrever, cada candidato pagou uma taxa no valor de R$ 550,00.
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