Cônjuges e ex-cônjuges são 42% dos autores de violência contra mulheres. O dado é do 18º Boletim Sisnov (Sistema de Notificação de Violência em Campinas), divulgado nesta semana. O levantamento é referente a moradoras de Campinas, mesmo que a ocorrência tenha sido registrada em outra cidade.
Segundo o documento, os casos de agressão contra mulheres adultas que moram em Campinas aumentaram em 12% na comparação entre 2023 e 2024. No ano passado, foram registradas 1.777 notificações de violência contra vítimas com idades entre 18 e 59 anos e, em 2023, foram 1.585. No período entre 2019 a 2024 foram 6.818 notificações.
De acordo com Ana Paula Crivelaro Ferreira, enfermeira integrante da Coordenadoria de Informações Epidemiológicas do Devisa (Departamento de Vigilância e Saúde) de Campinas e uma das responsáveis pelo Boletim Sisnov, o aumento dos casos não está necessariamente relacionado a um crescimento da violência contra a mulher.
“Temos serviços mais sensíveis, preparados e conectados ao tema, capazes de reconhecer situações que antes passavam despercebidas. Esse avanço é fruto da dedicação na formação, do apoio técnico contínuo e do amadurecimento da rede. Graças a esse trabalho permanente, muitos casos antes invisíveis agora são devidamente registrados, fortalecendo a qualidade do cuidado e a vigilância das violências”, afirma Ana Paula.
Ajuda em Campinas
Em Campinas, as mulheres podem recorrer aos seguintes serviços para atendimento de casos de violência:
- Gama (Guarda Amigo da Mulher)
Parte da Rede Protetiva de Campinas, a Gama é responsável pelo acompanhamento e fiscalização de medidas preventivas concedidas a vítimas de violência doméstica. É possível entrar em contato com o serviço através do telefone 153.
- Abrigo Amigo
Com 48 unidades ativas, o Abrigo Amigo funciona em pontos de ônibus. Ele funciona por meio de um sistema de chamada em vídeo em tempo real e tem o objetivo de proteger mulheres que utilizam o transporte público sozinhas entre 20h e 5h. A expectativa é que o serviço chegue a 50 unidades ativas até o final do ano.
- Sara-M
O Sara-M é uma iniciativa de acolhimento voltada a mulheres maiores de 18 anos em situação de violência doméstica, com ou sem filhos. De acordo com a Prefeitura, para solicitar o serviço é necessário passar por atendimento em uma das Delegacias de Defesa da Mulher. No local, será registrado um boletim de ocorrência e a vítima será encaminhada para a Casa Abrigo.
- Auxílio-Moradia para Mulheres Vítimas de Violência
Já o Auxílio-Moradia para Mulheres Vítimas de Violência oferece apoio financeiro temporário para vítimas de violência doméstica ou de gênero que precisam se afastar do agressor e de um lugar seguro para viver. O benefício mensal é de 195 UFICs (Unidades Fiscais de Campinas), valor que atualmente equivale a R$ 951,70.
O auxílio é solicitado apenas por meio da rede socioassistencial:
CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social);
Centro Dia da Pessoa Idosa;
Serviços para Pessoas com Deficiência.
A rede de notificação do Boletim Sisnov é composta pelas Secretarias de Saúde, de Políticas para as Mulheres, Desenvolvimento e Assistência Social, Educação e Segurança Pública, e pelos serviços da Unicamp, hospitais e unidades de pronto atendimento conveniados e privados e os conselhos tutelares. É possível conferir o relatório completo neste link.
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