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Jonas diz que pode fechar comércios, mas hesita em conceder benefícios

Prefeito fez transmissão ao vivo para tirar dúvidas sobre o coronavírus; ele também não deu certeza sobre descontos na conta de água

| ACidadeON Campinas

O prefeito de Campinas, Jonas Donizette (Foto: Luciano Claudino/Código 19)

O prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), afirmou nesta quinta-feira (19) que poderá determinar o fechamento compulsório de estabelecimentos comerciais na cidade "caso seja necessário" diante da pandemia de coronavírus.

Jonas fez uma transmissão ao vivo em sua página no Facebook para tirar dúvidas e divulgar novas medidas no combate ao vírus. A cidade tem até o momento três casos confirmados e 127 suspeitos da covid-19.  

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"Quem vai guiar esse tipo de decisão são as orientações sanitárias. Se houver necessidade, farei sim o fechamento compulsório", disse o prefeito.  Nesta quinta, cinco shoppings de Campinas fecharam as portas até o dia 30 de abril

Como exemplo mais próximo, Jonas citou bares e casas de shows que estão prevendo eventos para o fim de semana. "Não serão permitidos. A determinação é evitar aglomerações. Quero inclusive alertar os empresários, os fiscais estarão nas ruas e vão lacrar os estabelecimentos", afirmou. 

Segundo o prefeito, "fazer festa é algo dissonante com o que as pessoas estão vivendo, é quase uma afronta".

DESCONTOS

O prefeito, no entanto, descartou por ora conceder algum tipo de benefício para pessoas físicas ou jurídicas em relação ao pagamento de impostos. "Minhas ações se baseiam em dois pilares. A preservação da vida e a garantia da sustentabilidade econômica para que a cidade viva", disse.

Alguns setores econômicos pedem ao prefeito o parcelamento ou isenção de tributos municipais, como o ISS e o IPTU. "Se Campinas tem estrutura melhor, é porque temos recursos para isso. E quem sustenta essa estrutura são os impostos", disse, lembrando que cinco novos ou reformados centros de saúde serão entregues nos próximos dias.

ÁGUA

Outro pedido que tem sido feito é de descontos na conta de água - com as pessoas forçadas a ficar em casa, e escolas fechadas, a tendência é que os gastos aumentem.

Quanto a isso, Jonas também evitou adotar alguma medida efetiva. "Pedi para a Sanasa analisar caso a caso. Não vou aqui adotar alguma grande medida sem responsabilidade", disse.

Jonas lembrou que a Sanasa já mantém a tarifa social, com descontos para aposentados e pessoas de baixa renda.

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